Praça de Espanha passa a... dois cruzamentos

Estudo pedido pela Câmara de Lisboa prevê dois grandes cruzamentos com semáforos na Praça de Espanha, que vai ter também mais espaço pedonal e áreas de lazer

O movimento giratório do trânsito, na Praça de Espanha, vai dar lugar a dois grandes cruzamentos. Um na intersecção entre a Avenida Calouste Gulbenkian, a António Augusto de Aguiar, a Avenida de Berna e a Praça de Espanha. E um segundo entre a Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, a Avenida dos Combatentes, a Santos Dumont e a Praça de Espanha. Ambos terão semáforos.
Esta é a solução prevista no estudo de reordenamento viário da Praça, pedido pela Câmara Municipal de Lisboa à Consultora TIS (Transportes, Inovação e Sistemas) e ontem divulgado pela agência Lusa. Uma alteração que se insere numa reabilitação geral da Praça, já anunciada pelo presidente da autarquia, Fernando Medina. Uma "obra para melhorar a qualidade do espaço público" - com mais área pedonal e zonas de lazer com espaços verdes. Medina já definiu a atual Praça de Espanha como "um espaço urbano desarticulado e desconexo, com um sistema viário sobredimensionado que impede a fruição do espaço público". No futuro, sublinhou aquando da apresentação da proposta que levou à desocupação do espaço que há 30 anos era ocupado por uma feira, "irá ser verdadeiramente uma Praça" - uma zona "pública de qualidade perfeitamente integrada na malha urbana, com vocação relevante para a fixação de atividades de lazer, estruturada por percursos pedonais de continuidade com a envolvente e bem servida por transportes coletivos".
O estudo invoca uma simulação feita no local para afirmar que "haverá boas condições de circulação, sem atrasos de relevo". O relatório refere também que a Praça de Espanha vai "receber quatro novas edificações" - três destinadas a serviços e uma quarta com uso misto de habitação, comércio e serviços.
Um dos novos edifícios previstos será a sede do Montepio Geral e da Lusitânia Seguros, resultado de uma permuta de terrenos assinada em julho do ano passado. O negócio envolveu a passagem para a posse municipal de um terreno com cerca de 1500 metros quadrados (entre a Columbano Bordalo Pinheiro e a Praça de Espanha) e de um prédio na mesma zona, além do pagamento de cerca de 12 milhões de euros à Câmara de Lisboa.
Em troca, as duas entidades receberam da autarquia um terreno municipal com cerca de seis mil metros quadrados, entre a Praça de Espanha, a Avenida de Berna e a Santos Dumont. Poucos meses depois, seria dado outro passo que libertou uma enorme área da Praça de Espanha - a feira que ocupava os terrenos foi desativada no final de setembro de 2015. A Câmara pagou então uma indemnização de cerca de 820 mil euros aos 69 comerciantes em atividade.

Obra só depois das autárquicas
A proposta para as alterações na Praça de Espanha estará amanhã em cima da mesa, na reunião do executivo camarário que vai analisar a delimitação da unidade de execução (que fixa a área que será sujeita a intervenção urbanística). O plano será, posteriormente, submetido a discussão pública. A obra não será, no entanto, concretizada pelo menos até 2017. Fernando Medina já garantiu que a "Praça de Espanha não vai ser intervencionada neste mandato" autárquico.

Mais Notícias