Menos 32 internamentos em dia com 18 mortes. Há 44 646 casos ativos

O país contabiliza agora um total de 982 364 casos e 17 440 óbitos desde o início da pandemia.

Portugal registou mais 2377 casos e 18 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira, 6 de agosto.

O país contabiliza agora um total de 982 364 casos e 17 440 óbitos desde o início da pandemia.

Há agora 44 646 casos ativos de infeção por SARS-CoV-2, menos 552 do que na véspera, em que também já se tinha registado uma diminuição.

Relativamente a hospitalizações, há agora 866 pessoas internadas (menos 32 do que no dia anterior), 194 das quais em unidades de cuidados intensivos (menos dois do que na véspera).

O boletim da DGS aponta também que há mais 2911 recuperados da doença, num total de 920 278.

Lisboa e Vale do Tejo foi a região que registou mais novos casos (1004), seguida de Norte (659), Centro (267), Algarve (245), Alentejo (129), Açores (42) e Madeira (31). Os óbitos foram distribuídos por Lisboa e Vale do Tejo (12), Algarve (quatro), Centro (um) e Norte (um).

A taxa de incidência baixou de 384,5 para 369,2 casos por covid-19 por 100 mil habitantes no continente e de 376,9 para 362,7 a nível nacional.

Já o R(t) permanece em 0,92 tanto a nível nacional como no continente.

Task force afasta terceira dose sem "evidência científica" da sua necessidade

O coordenador da task force para a vacinação contra a covid-19 afastou esta sexta-feira a possibilidade da administração de uma terceira dose da vacina em idosos nos lares, enquanto "não houver evidência científica" da sua necessidade.

"Não há evidência científica, neste momento, para dizer que a terceira dose é necessária e, enquanto não houver evidência científica, não devemos começar a criar uma imagem que vem aí qualquer coisa e temos que ir já para uma terceira dose", afirmou.

Falando aos jornalistas no final de uma visita ao Centro de Vacinação Covid-19 de Évora, o coordenador da 'task force', o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, apontou a necessidade de se "esperar pela evidência científica" para se tomar uma decisão.

Questionado sobre a hipótese de se realizarem testes à imunidade nos lares, o responsável, recorrendo ao que disse ter ouvido "dos técnicos de saúde", considerou que a medida "pode não ser suficiente" para dar uma ideia da situação.

"A medida de anticorpos pode não ser suficiente para nós percebermos se estamos ou não protegidos contra o vírus, porque nas Células T há memória do vírus e as Células T em presença do vírus criam anticorpos", disse.

Nesse sentido, realçou Gouveia e Melo, se forem medidos os anticorpos a uma pessoa que "não teve contacto com o vírus recentemente", esta "pode ter os anticorpos a zero", mas isso "não significa que não tenha defesa para o vírus".

"Agora, começo a medir os anticorpos na população e, se não houver o vírus, chego à conclusão que ninguém está protegido e, depois, se calhar, vou ter que vacinar outra vez, sem motivo nenhum", advertiu.

O coordenador da 'task force' para a vacinação aludiu a "estudos" sobre as Células T que "indicam, exatamente, o contrário", nomeadamente que a imunidade "fica adquirida por um longo período, se não para a vida toda". "Portanto, temos de esperar para que esses estudos se desenvolvam", acrescentou.

Sobre os surtos ativos de infeção pelo SARS-CoV-2 em lares de idosos, o responsável lembrou que "a vacina não é 100% eficaz", pelo que "os surtos aparecem", mas vincou que "a consequência é complemente diferente do que era há três meses atrás".

"As pessoas que morrem com a vacinação concluída são uma percentagem ínfima e, se formos ver, apesar de estarem infetadas, não estão a morrer da infeção", mas sim "de outras complicações", devido à idade e situação de saúde.

Segundo o vice-almirante Gouveia e Melo, a proteção que a vacina oferece "é gigantesca e isso é evidente", uma vez que agora "estão a morrer 30 a 40 vezes menos" pessoas do que em janeiro deste ano.

"É o vírus que deixou de ser agressivo? Não, o vírus até é mais agressivo e propaga-se muito mais rapidamente. É fruto da vacinação", acentuou, apelando aos portugueses para que "tenham confiança" nas vacinas.

Espetáculos ao ar livre, mesmo gratuitos, com bilhetes e lugares marcados

Os espetáculos ao ar livre, mesmo os gratuitos, devem ter bilhetes de ingresso, entradas controladas e o público deve ser distribuído por lugares marcados, indica uma orientação atualizada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

No documento, a DGS sublinha que, "nesta fase não são permitidos espetáculos com público não distribuído por lugares marcados", insistindo que os lugares no recinto do espetáculo ao ar livre devem estar previamente identificados (cadeiras ou marcação no chão), "dando preferência a lugares sentados".

Sublinhando a importância de se cumprir sempre a distância de 1,2 metros entre espetadores não coabitantes, "atendendo a que os espetadores não se movimentam, estão ao ar livre e estão a usar obrigatoriamente e durante todo o tempo máscara facial".

A DGS diz ainda que nos espetáculos ao ar livre "o período de entradas e saídas do público deve ser alargado para que a entrada dos espetadores possa ser desfasada, cumprindo, no acesso, as regras de distanciamento físico mínimo de 1,5 metros entre pessoas não coabitantes".

Nos espetáculos com palco, não devem ser ocupadas as duas primeiras filas junto ao palco ou, em alternativa, deve ser garantida a distância de, pelo menos, dois metros entre o palco e a primeira fila de espetadores a ocupar, indica.

A orientação define igualmente que eventos com público realizados fora de espaços ou estabelecimentos fixos de natureza artística, "devem ser precedidos de avaliação de risco pela autoridade de saúde territorialmente competente", em articulação com o organizador do evento, ouvindo as forças de segurança locais, para determinar se há viabilidade e condições de realização.

"As cenas e os espetáculos realizados ao vivo (ex: peças de teatro, orquestras) devem ser adaptadas, sempre que possível, de forma a minimizar o contacto físico entre os envolvidos (artistas e espetadores)", refere a DGS, que proíbe a "partilha de microfones, instrumentos, objetos e acessórios durante os ensaios e as atuações entre artistas e entre artistas e espetadores".

A orientação da DGS define ainda que os equipamentos culturais podem funcionar com uma lotação de até 66% e que é necessário apresentar certificado digital ou teste negativo em salas de espetáculo ou em espetáculos em recintos em ambiente fechado ou aberto sempre que o número de participantes / espetadores seja superior a 1.000, em ambiente aberto, ou superior a 500, em ambiente fechado.

Presidente das Misericórdias pede testes à imunidade dos idosos vacinados há mais tempo

O país acordou esta quinta-feira com mais uma notícia sobre um surto de covid-19 em lares. Um surto que parece já estar controlado, mas que envolveu 127 infetados - 22 profissionais e 105 utentes - e a morte de um utente. Um surto que surgiu numa instituição da Misericórdia de Proença-a-Nova, onde "todas as pessoas, quer profissionais quer utentes, estavam vacinadas com as duas doses", assegura ao DN Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP).

E se nos casos anteriores, conhecidos em junho, que reportaram a lares de Mafra e de Faro, onde houve três mortes, duas no primeiro concelho e uma no segundo, os utentes tinham sido vacinados, mas os profissionais não, porque alguns rejeitaram a vacinação, acabando por ficarem infetados, aqui não foi o caso.

O que faz alguns questionarem-se sobre como é que é possível. Ou melhor, como é que o vírus pode atingir uma população completamente vacinada? Quanto tempo dura a imunidade num vacinado ou numa pessoa infetada é uma questão para a qual a própria ciência ainda não tem certezas, mas já pode explicar que, em primeiro lugar, e como tem sido explicado por cientistas, nenhum medicamento nem nenhuma vacina é 100% eficaz - portanto, há sempre uma percentagem reduzida de pessoas que podem não desenvolver a quantidade necessária de anticorpos para ficarem protegidos. Em segundo lugar, porque se há algo que se sabe é que a imunidade vai reduzindo ao longo tempo. E é esta situação que faz Manuel Lemos defender, que, se calhar, "está na hora de se começar a pensar a sério na realização de testes à imunidade dos idosos, sobretudo aos que já foram vacinados há mais de seis meses".

No caso de Proença-a-Nova, Manuel Lemos diz que a indicação que tem é que a unidade terá sido das primeiras do país a ser vacinada. "Segundo sei foi ainda em dezembro e estavam todos vacinados. Como é que se explica a situação? Só se formos avaliar a imunidade das pessoas."

A origem do surto, segundo explicou ao DN, pode estar num utente que teve necessidade de receber cuidados numa unidade hospitalar. "Pensa-se que tenha vindo de lá infetado e que infetou os outros, mas se foi infetado e estendeu a doença é porque a imunidade nestas pessoas já é baixa e não dá proteção", sublinha, embora admita: "Não sou cientista, estes é que podem explicar a situação, mas julgo que se deve pensar seriamente na solução dos testes à imunidade e na discussão sobre se há ou não necessidade de uma terceira dose."

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