Morreu um jovem na casa dos 20 anos. Incidência e internamentos caem

Portugal com mais 12 mortes e 2598 casos por covid-19 nas últimas 24 horas. O país contabiliza agora um total de 998 547 casos e 17 537 óbitos desde o início da pandemia

Portugal registou mais 2598 casos e 12 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, indica o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta sexta-feira, 13 de agosto. Entre as vítimas mortais está um homem entre os 20 e os 29 anos.

O país contabiliza agora um total de 998 547 casos e 17 537 óbitos desde o início da pandemia.

Há agora 44 455 casos ativos de infeção por ​​​​​​​SARS-CoV-2, mais 48 do que na véspera, quando já se tinha registado um aumento.

Relativamente a hospitalizações, há agora 732 pessoas internadas (menos 22), 162 das quais em unidades de cuidados intensivos (menos sete do que na véspera). O número de internamentos é o mais baixo desde 12 de julho, quando se registavam 729 hospitalizações. Em UCI é o mais reduzido desde 13 de julho, quando estavam internadas 161 pessoas.

O boletim da DGS aponta também que há mais 2 538 recuperados da doença, num total de 936 555.

Lisboa e Vale do Tejo foi a região que registou mais novos casos (1001), seguida de Norte (862), Centro (270), Algarve (258), Alentejo (118), Açores (53) e Madeira (36).

Os óbitos foram distribuídos por Lisboa e Vale do Tejo (cinco), Norte (dois), Alentejo (dois) e Algarve (três).

A taxa de incidência baixou de 331,6 para 324,6 casos por covid-19 por 100 mil habitantes no continente e de 326,5 para 319,9 a nível nacional.

Já o R(t) subiu de 0,94 para 0,95 tanto a nível nacional como no continente.

102 mil jovens de 16 e 17 anos fizeram marcação e vão vacinar-se no fim de semana

Os centros de vacinação vão encher-se no fim de semana, numa operação para vacinar em dois dias os jovens de 16 e 17 anos, com mais de 100 mil marcações feitas e a possibilidade de recorrer à "Casa Aberta".

No total, há cerca de 102 mil jovens com marcação para a toma da primeira dose da vacina contra a covid-19 e vão todos fazê-lo entre sábado e domingo.

Segundo a task-force responsável pelo processo, todos os centros de vacinação vão estar na sua capacidade máxima instalada durante esses dois dias, mas o objetivo é vacinar ainda mais pessoas.

Por isso, além dos 102 mil que realizaram o autoagendamento no início do mês, e que representam cerca de metade da população desta faixa etária, vai estar também disponível a modalidade "Casa Aberta".

No entanto, o fim de semana será dedicado à faixa etária dos 16 aos 17 anos e, por isso, a 'task-force' quer que mesmo aqueles sem marcação se vão vacinar.

À semelhança dos mais novos, estes jovens serão inoculados com a vacina da Pfizer, cujo intervalo entre doses, atualmente definido pela norma da DGS, é de 21 dias.

Assim, no fim de semana de 5 e 6 de setembro voltam para receber a segunda dose, de forma a terem a vacinação completa antes do início do ano letivo, que arranca entre 14 e 17 de setembro.

Depois desta faixa etária, os dois fins de semana seguintes serão dedicados aos jovens entre os 12 e 15 anos, que deverão ter as duas doses até 19 de setembro.

Centros de vacinação de Loures e de Odivelas abertos até à 01:00 para jovens e com DJ

A ideia partiu do Agrupamento de Centros de Saúde Loures e Odivelas (ACES) e, muito antes de Berlim ter dado o exemplo ao mundo. E o objetivo era tentar levar os jovens a aderir à vacinação e a serem acompanhados num ambiente em que se sentissem mais enquadrados, "num ambiente que lhes mostrasse que aceitar a vacina é ser saudável, porque o ser saudável é já para muitos jovens um estilo de vida cool", explica ao DN António Alexandre, o diretor executivo do ACES.

O mesmo conta que a ideia inicial era conseguir concretizar este projeto na altura dos Santos Populares, já que era um dos momentos em que se previa que muitos jovens pudessem sair à rua para festejar, mas tal não foi possível. Praticamente não houve festejos, "e a faixa etária que estava a ser vacinada era mais velha. Por isso, decidimos aproveitar este fim de semana de vacinação na modalidade Casa Aberta para os jovens para avançar com o projeto", argumentou.

Pois bem, os dois centros de vacinação do ACES de Loures e Odivelas vão estar abertos das 09:00 até à 01:00 de domingo. E a partir das 22:00 passarão a receber todos os jovens que queiram ser vacinados, mesmo que não se tenham autoagendado ou tenham sido chamados pelo sistema central. Os que aparecerem terão direito a animação. Em Loures, no Pavilhão António Feliciano Bastos, estará o DJ Puto Márcio, e, em Odivelas, no Pavilhão Multiusos estará o DJ Digar Govinde.

"A Casa Aberta abre a partir das 22.00, mas a animação com os DJ começa pelas 20:00, já que a intenção é aproximar os jovens da vacinação e tentar vacinar o maior número possível deles, sem que para isso tenham de prescindir de outras atividades que possam ter já programadas", referiu António Alexandre, salientando ainda que este projeto só é possível pelo esforço que todos os profissionais estão a desenvolver e com a ajuda das autarquias, que se disponibilizaram de imediato para fazer os contactos necessários.

O diretor executivo do ACES sublinhou que os profissionais se disponibilizaram de forma extraordinária para este projeto. "Em junho, havia pessoas com férias marcadas que se disponibilizaram para não as gozar, para poderem estar presentes e tentar que se vacinasse o mais possível as camadas mais jovens".

Como recorda António Alexandre, os concelhos de Loures e de Odivelas, que integram a região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, precisamente a que tem sido mais fustigada na terceira e quarta onda da pandemia, tem cerca de 5% da população de todo o país. "De acordo com os nossos ficheiros são entre 470 mil a 480 mil pessoas, uma boa parte jovem, e como soubemos que os jovens não tinham aderido massivamente ao autoagendamento para a vacinação e estamos a tentar que o façam e de uma forma em que se sintam mais acompanhados".

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