Ordem dos Médicos lamenta morte de "uma referência inestimável"

Ordem dos Médicos destacou a dedicação de Lobo Antunes à medicina e descreve o momento como "particularmente doloroso"

O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos lamentou a morte do médico e professor João Lobo Antunes, que considera "uma referência inestimável na neurocirurgia em Portugal".

Em comunicado, a ordem destaca as inúmeras distinções nacionais e internacionais que o médico e professor recebeu ao longo da suas vida graças à sua dedicação à medicina e menciona o seu caráter como "pensador humanista e escritor".

Lobo Antunes morreu esta quinta-feira aos 72 anos após uma vida e uma carreira preenchidas por prémios e sucessos.

A Ordem dos Médicos "não fica indiferente e homenageia a memória de um médico cuja dedicação inestimável ao desenvolvimento da Medicina, e mais particularmente da Neurocirurgia, deve ser uma referência para os mais velhos e um exemplo a seguir pelos mais novos", continua o comunicado.

O papel do médico no estudo do hipotálamo e hipófise e o facto de ter sido o primeiro a implantar o olho eletrónico num invisual são igualmente destacados pela entidade.

O anúncio da morte do médico e professor que era atualmente presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida abalou a Ordem dos Médicos, que descreve o momento como "particularmente doloroso" e mereceu algumas palavras de consolo do presidente da República.

Em visita de Estado a Cuba, Marcelo Rebelo de Sousa não deixou de lamentar pela morte de "um grande português" e "figura ímpar".

A 25 de abril deste ano, João Lobo Antunes recebeu das mãos do Presidente da República a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, aquela que viria a ser a sua última distinção em vida.

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