O aniversário do DN, o ano de vacinação, o despedimento de JJ. E o adeus a 2021

A última semana do ano fica marcada pelos 157 anos do DN e a celebração do ano completo do processo de vacinação. Nestes dias o mundo prestou homenagem a Desmond Tutu.

Sábado

James Webb vai à procura de respostas sobre o início do universo

Trinta anos de trabalho, um investimento de 8800 milhões de euros, e agora 30 dias de espera até chegar ao destino: a 1,5 milhões de quilómetros da Terra. Este é o currículo (ainda pequeno) do telescópio espacial James Webb que desde sábado está a fazer o seu caminho até ao ponto onde poderá recolher dados que permitam obter dados sobre o nascimento das primeiras galáxias e estrelas - ou seja dos primórdios do universo. Nesta parceria entre ESA, NASA e CSA estão envolvidos engenheiros do Instituto de Soldadura e Qualidade e a astrónoma Catarina Alves de Oliveira que é um dos responsáveis pela calibração do espetrógrafo NIRSpec, um dos quatro instrumentos do telescópio.

Domingo

A consciência moral de África morreu aos 90 anos

Era considerado a consciência moral de África. E tinha como imagem de marca o sorriso que nunca o abandonava. Desmond Tutu foi uma figura incontornável em temas como a luta contra o apartheid - que lhe valeu o Nobel da Paz em 1984 - ou a favor dos direitos humanos defendendo uma sociedade "democrática, justa e sem divisões raciais". Foi o primeiro negro a ocupar o cargo mais alto na Igreja Anglicana da África do Sul quando é escolhido como arcebispo da Cidade do Cabo entre outras nomeações que foi somando ao longo da vida. Entre as várias frases que marcaram a sua carreira fica uma sobre a esperança: "A esperança é ser capaz de ver que existe luz apesar de toda a escuridão." Morreu aos 90 anos.

Segunda-feira

Vacinação. Demissões, figuras em alta. E o país a receber elogios

O médico António Sarmento, diretor do serviço de doenças infecciosas no Hospital de São João (Porto), é a primeira figura a destacar quando se fala/escreve sobre o processo de vacinação contra a covid-19 em Portugal: foi ele a tomar a dose de estreia do processo que cumpriu um ano a 27 de dezembro. Outras figuras ganharam relevo - a principal foi o agora chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Gouveia e Melo -, e Portugal até foi elogiado pela forma como conseguiu vacinar a população com pelo menos duas doses (mais de 87%). Mas foi um ano de altos e baixos (com demissões e no início pessoas a "furar" as listas de espera). A confusão foi tal que o governo teve de chamar os militares para organizar o processo. Um ano depois, os objetivos foram cumpridos. Falta agora o resto...

Terça-feira

Novela Jorge Jesus foi entretendo o país no período do Natal

Por ser uma "solução e não um problema" Jorge Jesus saiu do Benfica num despedimento que assumiu notícia mundial no panorama futebolístico. O técnico que há um ano e meio chegou ao clube com o objetivo de conquistar títulos - depois da passagem vitoriosa pelos brasileiros do Flamengo - saiu sem títulos e debaixo de uma grande contestação que se estendeu das bancadas para o plantel onde vários jogadores estavam contra a forma de trabalhar do treinador. Foi o culminar de uns dias em que valeu tudo - menos profissionalismo -, desde a derrota para a Taça de Portugal no Dragão com o FC Porto ao facto de o Benfica deixar que Jorge Jesus se reunisse com dirigentes do Flamengo que em todas as declarações que faziam não escondiam querer contratá-lo. No fim desses dias Jesus foi despedido e o Flamengo contratou Paulo Sousa. Portanto, nem o Benfica nem JJ ganharam nada com a indecisão. Talvez até tenham perdido a época...

Quarta-feira

Comemorar os 157 anos a olhar para o futuro

Um ano depois de ter reaparecido na sua edição em papel o Diário de Notícias festejou o 157.º aniversário. Uma data assinalada com uma cerimónia neste dia na redação do DN e que tinha sido recordada uns dias antes com uma tertúlia que teve lugar na sala Almada Negreiros, no edifício DN, na Avenida da Liberdade. Este dia histórico para o mais antigo jornal diário do continente ficou marcado pela publicação de uma edição especial onde foi deixado um olhar para o futuro a nível mundial. E reafirmado o compromisso do jornal em manter o seu rigor sempre com maior expansão de meios: além da edição em papel há a aposta em podcasts, rádio, vídeo. Tudo para deixar a sua marca num mundo cada vez mais digital.

Quinta-feira

Covid. Isolamento reduzido para quem estiver assintomático

Entre a discussão sobre se Portugal ainda enfrenta uma pandemia ou está numa situação endémica e o que se deve fazer em relação ao acompanhamento de pessoas que testem positivo para a covid-19, a Direção-Geral da Saúde decidiu diminuir o número de dias de isolamento de dez para sete das pessoas infetadas com covid-19 assintomáticas e dos contactos de risco. Uma decisão que tem, entre outros objetivos, tentar diminuir a pressão sobre os serviços de saúde. A verdade é que não reúne consenso com alguns especialistas a defenderem a manutenção das restrições e outros a dizer que é altura de lidar com a variante Ómicron como um vírus "normal". Pelo meio a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, até adiantou que o regresso às aulas no dia 10 pode ser adiado, o que levantou mais polémica. "Incompreensível" foi uma das críticas que se ouviram.

Sexta-feira

Entrada em 2022 assinalada pelo mundo. Mesmo com pandemia

Kiritimati, no arquipélago de Kiribati e o estado de Samoa (Polinésia Francesa) foram os primeiros a entrar em 2022, seguindo-se a Nova Zelândia e a Austrália. Durante o dia foram-se sucedendo os momentos a assinalar a entrada no novo ano, cerimónias muito marcadas pelas restrições impostas pela covid-19, principalmente devido ao rápido contágio pela variante Ómicron, que tem levado os países a baterem diariamente recordes de infeções. Na Austrália, a taxa de vacinação levou o governo a retirar algumas restrições e a manter, por exemplo, o tradicional fogo-de-artifício em Sydney.

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