Índice médio de transmissibilidade da doença está nos 0,68. A tendência é de redução de casos

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) revelou os dados sobre o Rt, que indicam "uma tendência decrescente de novos casos ao nível nacional em todas a regiões do país".

O índice médio de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 está nos 0,68, mantendo a tendência decrescente de novos casos de covid-19 em todo o país, anunciou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

"Os resultados indicam uma tendência decrescente de novos casos ao nível nacional em todas a regiões do país", refere o INSA no relatório de situação sobre a curva epidémica da infeção pelo novo coronavírus. No relatório anterior, divulgado a 19 de fevereiro, o Rt estava nos 0,66.

Segundo os dados do INSA referentes ao período entre 17 e 21 de fevereiro, todas as regiões do país encontram-se com um Rt - o número médio de casos secundários que resultam de um caso infetado pelo vírus - abaixo de 1.

Numa perspetiva regional, o relatório estima um índice de transmissibilidade de 0,65 no Alentejo e no Norte, de 0,66 na região Centro, de 0,68 na região de Lisboa e Vale do Tejo, de 0,70 na região do Algarve, de 0,80 na região autónoma dos Açores e de 0,95 na região autónoma da Madeira.

"Desde o início de agosto até meio de novembro, o Rt esteve acima de 1 durante 107 dias, revelando uma fase de crescimento sustentada. Desde meio de novembro até 25 de dezembro, o Rt manteve-se abaixo de 1", indica ainda o relatório.

A partir do dia de Natal e até 30 de dezembro, registou-se um aumento acentuado do Rt, que passou, no espaço de seis dias, de 0,96 para 1,21, representando "uma nova fase de crescimento da incidência" de infeções, refere o relatório.

Entre 18 de janeiro e 11 de fevereiro observou-se uma redução acentuada da transmissão de 1,16 para 0,64.

Desde 11 de fevereiro que se observa um estabilizar do Rt, com um ligeiro aumento de 0,65 para 0,70 registado no dia 21, o que "sugere um desacelerar da tendência de decrescimento da incidência de SARS-CoV-2", avança ainda o INSA.

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