Autarca de Gondomar diz que fogos no concelho tiveram mão criminosa

"Pela forma como o incêndio deflagrou e pelos vários pontos de ignição em simultâneo que teve digo que teve mão humana", afirmou o presidente de Gondomar, Marco Martins

O presidente da Câmara Municipal de Gondomar, Marco Martins, disse esta quinta-feira que os incêndios que este fim de semana deflagraram em duas freguesias do concelho tiveram mão criminosa.

"Não tenho problemas em assumir que o que aconteceu na Lomba [freguesia do concelho de Gondomar] teve origem em mão criminosa pela forma como o incêndio deflagrou e pelos vários pontos de ignição em simultâneo que teve, por isso, digo que teve mão humana", afirmou aos jornalistas, após uma reunião com o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, para fazer o apuramento dos prejuízos causados.

O socialista, reeleito no cargo nas últimas eleições autárquicas de 01 de outubro, revelou que, só este fim de semana, em duas freguesias deste concelho, Lomba e Medas, arderam cerca de 500 hectares, entre floresta e explorações agrícolas.

Relativamente à Lomba, ardeu cerca de 60% da área da freguesia, composta por 1.500 habitantes, cuja sua subsistência económica assenta na produção agrícola, pecuária e florestal, não havendo indústria, sustentou.

Marco Martins ressalvou que, na conversa com o ministro, pediu para se arranjar "rapidamente" medidas de apoio para compensar os prejuízos das populações, nomeadamente ao nível das alfaias agrícolas.

Frisando que até ao final da semana os danos deverão estar identificados na totalidade, o autarca frisou que, depois disso, irá articular com o Governo PS a melhor forma de ajudar as comunidades afetadas.

Nos incêndios deste fim de semana, além dos cerca de 500 hectares de terra ardida, o fogo consumiu ainda uma casa, cujo proprietário já está realojado, um carro e danificou infraestruturas públicas, nomeadamente de iluminação, avançou.

"De sublinhar que o abastecimento elétrico já foi reposto em todos os locais", adiantou o presidente.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 42 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre terça-feira e quinta-feira.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

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