Há vida depois da insuficiência cardíaca

O projeto Coração de Portugal está de regresso, com mais três episódios em que se pretende dar informação útil à população para que adote comportamentos preventivos e hábitos mais conscientes.

A insuficiência cardíaca é uma doença que atinge cerca 400 mil pessoas em Portugal. Uma doença ainda incompreendida pela maioria da população e que, por isso mesmo, poderá chegar aos 500 mil pacientes (portugueses) até 2060.

É por isso que toda e qualquer tentativa de explicar o que é esta doença, de que forma impacta a vida dos pacientes, como pode ser detetada e quais os tratamentos existentes é tão importante. É onde entra o projeto Coração de Portugal. Uma iniciativa que junta o Diário de Notícias, o Jornal de Notícias e a TSF, com o apoio da Novartis e da Medtronic e que está de regresso, nesta semana, com o primeiro de três webisódios.

Depois de, na última edição, o projeto ter mostrado como é viver com insuficiência cardíaca, em que medida isso altera as rotinas diárias das pessoas e de ter mostrado vários testemunhos, reais, de pessoas que vivem e convivem com essa doença, a par dos hospitais e dos profissionais de saúde que os tratam, é altura de avançar mais um pouco e mostrar um outro lado.

Mostrar que, mesmo tendo a doença, é possível viver. E, simultaneamente, mostrar que há outros fatores que influenciam a gravidade da insuficiência cardíaca e o seu impacto na pessoa em causa. Exames frequentes, uma vida equilibrada (com mudança de alguns, necessários, comportamentos) são essenciais para o controlo da doença.

No meio do que parece, nalguns casos, um caso perdido, há o toque humano que faz a diferença. Seja do médico que está atento e procura dar o melhor tratamento, seja do cuidador que ajuda os mais idosos a ultrapassar esta dificuldade, o certo é que há um empoderamento dos doentes.

É importante a consciencialização. As pessoas perceberem que os seus comportamentos têm consequências e que se querem sobrepor-se à insuficiência cardíaca terão de, provavelmente, adotar outros hábitos. Mas, a par disso, é extremamente importante uma correta e constante monitorização. Que pode prevenir situações de risco e dar anos de vida aos pacientes.

E uma coisa que a pandemia mostrou foi que a tecnologia é uma grande ajuda neste sentido. É certo que nada substitui o contacto humano, mas, quando se fala de monitorização, ferramentas como a teleconsulta e o acompanhamento, por exemplo, através de aplicações ou do envio de dados dos sinais vitais, é de extrema importância para o acompanhamento da doença, a antecipação de episódios de risco e mesmo para a redução dos internamentos.

E, nesse aspeto, Portugal tem todo um conjunto de instalações com programas específicos de telemonitorização de doentes com insuficiência cardíaca. Exemplos que iremos mostrar no segundo webisódio. Uma mostra de um dos aspetos da medicina do futuro em que a tecnologia é utilizada a favor da saúde, nomeadamente ao nível da prevenção.

Mas para tratar a insuficiência cardíaca não basta tratar os pacientes. É preciso, antes de mais, consciencializar a população, por forma a conseguir "apanhar" as pessoas antes de a doença se mostrar e for registada num estágio mais avançado. Este é um dos propósitos destes episódios. Uma das missões do Coração de Portugal é precisamente dar mais informação útil à população, por forma a ser possível que as pessoas, de sua livre vontade, adotem hábitos mais conscientes e tenham comportamentos preventivos. E mostrar, através de quem sabe - os especialistas -, que esta é uma doença que afeta mais do que apenas o órgão "rei" - o coração.

O primeiro webisódio vai para o ar já nesta semana, mais precisamente no dia 8. Os seguintes webisódios serão divulgados, respetivamente, a 15 e 22 de novembro. A não perder. Porque a insuficiência cardíaca pode tocar a todos.

Coração de Portugal é uma iniciativa DN, JN e TSF com o apoio da Novartis e da Medtronic

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