Grupos internacionais querem investir em Almada

Vão ser investidos 13 milhões de euros na descontaminação dos solos da Siderurgia e da Quimigal. Projeto Cidade da Água, em Cacilhas, já tem interessados

Até ao final do ano vão ser investidos 13 milhões de euros na descontaminação dos terrenos dos antigos parques industriais do Seixal (ex- Siderurgia Nacional) e do Barreiro (antiga Quimigal). Além de estarem previstas pela empresa Baía do Tejo ações de reabilitação, no valor de dois milhões de euros, nestes terrenos, que fazem parte de um projeto que tem como objetivo renovar as zonas ribeirinhas de Almada (que tem recebido manifestações de interesse por parte de fundos e de grupos económicos internacionais em investir), Seixal e Barreiro. E ao mesmo tempo criar uma única frente metropolitana de oferta turística e empresarial juntando os recursos disponíveis naquelas cidades com o que já existe em Lisboa.

Dentro deste projeto, é na cidade de Almada que está a grande aposta na área da reabilitação urbana, cujo interesse em ali investir já foi demonstrado por grupos económicos internacionais, existindo mesmo, sabe o DN, manifestações dessa intenção feitas por escrito. Para a área que já foi ocupada pelos estaleiros de reparação naval da Lisnave está aprovado desde 2009 um projeto de renovação que inclui uma marina, um terminal para cruzeiros e uma área habitacional, que, após estar construída, deverá contar com dez mil habitantes.

Com o plano de urbanização Almada Nascente aprovado e publicado em Diário da República desde 2009, falta uma decisão administrativa do governo sobre terem poderes sobre a zona marítima junto a Cacilhas para que os concursos públicos para a concretização do projeto avancem. E não parece faltarem interessados. Segundo sabe o DN, a Baía do Tejo e a autarquia de Almada têm sido contactados por grupos de investidores internacionais como fundos norte-americanos e ingleses e empresas ligadas ao imobiliário, por exemplo do Médio Oriente e da Holanda, que revelaram interesse em investir neste projeto que, segundo a avaliação económico-financeira conhecida, pode englobar um investimento mínimo de mil milhões de euros. Alguns desses contactos aconteceram no Mipim, uma das maiores feiras de imobiliário do mundo, que se realizou Cannes (França) em março, onde o projeto de reabilitação dos três pontos-chave da Margem Sul estiveram em destaque.

"A promoção do projeto Lisbon South Bay, feito pela Baía do Tejo em parceria com os municípios de Almada, Barreiro e Seixal, tem dado frutos e tornado estes territórios conhecidos e conseguido mostrá--los a grupos económicos de referência e a empresas de investimento imobiliário", confirmou ao DN Sérgio Saraiva, administrador da empresa Baía do Tejo.

Além da Cidade da Água, uma das apostas para dar uma nova vida aos antigos parques industriais do Seixal e do Barreiro (ambos com dezenas de empresas a funcionar nessas áreas) e a de que o terminal de contentores que atualmente existe em Lisboa passe para o Barreiro, aproveitando uma parte dos terrenos da Quimigal, estando previsto que o porto para os barcos seja feito ganhando terreno ao rio Tejo. Para já, o processo da responsabilidade da Administração do Porto de Lisboa está parado na Agência Portuguesa do Ambiente, à espera de elementos adicionais relativos ao impacte ambiental.

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