Agente de jogadores justifica o seu nome no manifesto do avião da cocaína

Bruno Macedo explica que, devido ao cancelamento de voos para Portugal, foram equacionadas várias soluções, sendo que a viagem no avião privado "sempre foi equacionada como recurso".

O agente de futebol Bruno Macedo, cujo nome se encontrava no manifesto de voo do avião onde foi encontrada meia tonelada de cocaína, no Brasil, diz que a viagem no avião privado "sempre foi equacionada como de recurso" fave ao cancelamento de voos para Portugal.

Num comunicado, Bruno Macedo explica que estava no Brasil "por estar envolvido intermediação de várias operações entre clubes brasileiros e portugueses, nomeadamente a cedência do atleta Bruno Viana do Sp. Braga para o Flamengo; a transferência do atleta Pepê do Grémio para o FC Porto; e a transferência do atleta Lucas Veríssimo do Santos para o Benfica".

"Devido às restrições aéreas criadas pela pandemia Covid-19, que impossibilitou a viagem do agente do atleta Lucas Veríssimo para o acompanhar, foi-me solicitado que o fizesse, o que não estava inicialmente previsto, mas obviamente acedi", acrescenta, indicando que face ao cancelamento dos voos para Portugal "foram equacionadas várias soluções". Uma delas foi a de fazer a viagem "num avião privado, sendo que essa solução foi sempre equacionada como de recurso (daí os nomes constantes do manifesto)", refere.

Bruno Macedo lembra que fez a viagem via Paris, num voo comercial, junto com o jogador.

"No que respeita ao exercício da minha atividade, e que tem sido acintosa e falsamente veiculado em determinado órgão de comunicação, aqui expressamente o repudiando, nunca fui alvo de buscas, não sou arguido em qualquer processo crime, nem tampouco réu em processo cível", concluiu, apontando especificamente o Correio da Manhã.

A Polícia Federal do Brasil apreendeu, na semana passada, meia tonelada de cocaína com destino a Portugal escondida num avião particular da empresa portuguesa OMNI Aviação e Tecnologia, na sequência de uma inspeção que agentes daquela força policial fizeram à aeronave, estacionada na pista do Aeroporto Internacional de Salvador.

O ex-presidente do Boavista, João Loureiro, que constava na lista de passageiros da aeronave, disse à Lusa que "prestou declarações como testemunha junto das autoridades competentes em Salvador", frisando estar "absolutamente alheio a tudo que se passou". Na altura da apreensão ele estava em São Paulo.

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