Cinema Europa regressa com oito mil livros e sala de espetáculos

Em junho deve ficar disponível a mediateca que ocupará o piso térreo do prédio com habitação de luxo que surgirá no espaço da antiga sala de espetáculos

"Valeu a pena." É com a satisfação a transparecer na voz que Rui Remígio, do movimento de cidadãos constituído há dez anos contra a demolição do antigo Cinema Europa, em Lisboa, comenta o desfecho de um processo que culminará com a abertura, em junho, de uma mediateca no piso térreo do prédio de habitação de luxo que nasceu no lugar da sala de espetáculos, destruída no final de 2010.

O espaço, que terá uma coleção de oito mil livros, acesso à internet e uma sala polivalente com programação cultural, será gerido pela Junta de Freguesia de Campo de Ourique, que, na segunda-feira, recebeu da câmara municipal (CML) a responsabilidade de concluir as obras. A verba é proveniente da edição de 2009-2010 do orçamento participativo municipal, ano em que a construção de um centro cultural naquele local foi uma das ideias mais votadas pelos lisboetas.

Quando, em dezembro de 2010, começaram as obras de demolição do cinema inaugurado na década de 1930 e desativado em 1981, o baixo-relevo que representava a lenda do rapto da princesa Europa, da autoria de Euclides Vaz, foi retirado da fachada para ser preservado. Agora, volta a simbolizar o prédio localizado em pleno bairro de Campo de Ourique e que, apesar de ser na sua maioria destinado a habitação, albergará no rés-do--chão o Espaço Cinema Europa. O piso foi comprado pelo município por 1,42 milhões de euros, representando a construção e o apetrechamento do polo cultural um investimento de 690 mil euros. Só esta última verba provém do orçamento participativo.

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