Comandos. Já há quatro arguidos nos inquéritos em curso

Dois oficiais e dois sargentos constituídos arguidos nos processos instaurados ao 127º curso dos Comandos

As várias investigações ao curso de Comandos em que morreram dois militares levaram já à constituição de quatro arguidos. Dois são oficiais e vão ser ouvidos como arguidos no processo disciplinar aberto pelo Exército, enquanto os outros dois são um sargento e um furriel e foram chamados pelo DIAP de Lisboa no quadro do processo de averiguações do Ministério Público.

Estes dois últimos são enfermeiros - um primeiro-sargento e uma furriel - colocados no Regimento de Comandos e, segundo uma das fontes ouvidas pelo DN, integravam a Força Nacional Destacada a enviar para a República Centro Africana. Foram ouvidos esta tarde e ficaram sujeitos a termo de identidade e residência.

Saber se os dois enfermeiros tinham formação profissional específica, quais os protocolos médicos existentes e que material tinham na tenda de campanha onde foram acolhidos os militares afetados pelos exercícios são algumas das questões por responder, observaram as fontes.

O 127º curso dos Comandos iniciou-se a 4 de setembro no Campo de Tiro de Alcochete. Logo nesse dia faleceu um dos militares, Hugo Abreu, de 20 anos; outro foi transferido para o Hospital do Barreiro, com sintomas de rabdomiólise e acabou por morrer uma semana depois, por falência hepática.

Um "golpe de calor" foi a causa atribuída às duas mortes e ao internamento de outros nove militares nos três dias seguintes.

O Exército, que suspendeu o curso durante uma semana para realização de exames médicos adicionais aos instruendos, abriu um inquérito interno de natureza disciplinar e o Ministério Público, através da Polícia Judiciária Militar, abriu um processo de averiguações.

Está ainda em curso no Exército outro processo para analisar os termos em que é ministrado o curso de Comandos.

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