Assembleia Municipal de Lisboa saúda Guterres. "Homem certo no lugar certo"

António Guterres foi aclamado quinta-feira como novo secretário-geral das Nações Unidas

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou esta terça-feira, por unanimidade e aclamação, um voto de congratulação a António Guterres pela eleição para secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), considerando que é "o homem certo no lugar certo".

O voto de congratulação, apresentado pelo Partido Socialista, lembra o percurso do antigo primeiro-ministro, tendo a presidente da AML, Helena Roseta, frisado: "Todos nos sentimos orgulhosos deste feito que António Guterres conseguiu".

Durante o período de intervenções, o deputado socialista Manuel Lage afirmou que o voto vem no seguimento do "caráter humanista" de Guterres, adiantando que "este é o cargo mais alto a que um português pode alcançar", ideia partilhada também pelo grupo municipal do CDS-PP.

Por seu turno, o Partido Comunista Português (PCP) considerou que este voto constitui também um "aviso à navegação", uma vez que o novo secretário-geral pode contribuir para dar uma "nova dignidade à ONU".

António Guterres foi aclamado quinta-feira como novo secretário-geral das Nações Unidas, numa sessão da Assembleia-geral da ONU que ratificou a escolha feita pelo Conselho de Segurança em 5 de outubro.

António Guterres assume funções como secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a 1 de janeiro de 2017, para um mandato de cinco anos, até 31 de dezembro de 2021.

Na sessão desta terça-feira, os deputados municipais aprovaram, também por unanimidade, uma saudação "aos profissionais do setor do táxi, os milhares de trabalhadores, de motoristas, de motoristas por conta própria, de pequenos industriais, de cooperativas e as suas organizações representativas, pelo seu trabalho e pela resistência e luta em defesa de um setor que é parte integrante do sistema de transportes".

Um dos pontos deste voto apresentado pelo PCP saúda também "a luta do setor do táxi contra a impunidade permitida às multinacionais que operam à margem das leis da República Portuguesa".

Este ponto foi rejeitado com os votos contra do PS, PNPN e MPT, a abstenção do PSD e do CDS-PP e os votos favoráveis de BE, PEV, PCP, deputados independentes (eleitos nas listas socialistas) e PAN.

Outro ponto rejeitado pelos deputados, mas com diferente votação, referia "a resistência e luta do setor do táxi contra a preparação de legislação do Governo, que pretende implementar a liberalização dos contingentes e a legalização em concorrência desleal das multinacionais a operar ilegalmente neste setor de atividade".

Este ponto do voto de saudação mereceu os mesmos votos contra, a abstenção do PEV, deputados independentes, PSD, PAN e CDS-PP, e votos favoráveis de BE e PCP.

Sobre este tema, o CDS-PP defendeu que devem ser "criadas regras justas e adequadas", enquanto os deputados independentes alertaram que a "precariedade no setor é gravosa".

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