Acusado de matar a mulher por não fazer almoço conhece sentença na sexta-feira

Os factos remontam a julho de 2017. O arguido é acusado de crime de homicídio qualificado

O tribunal de Viana do Castelo decide, na sexta-feira, o caso de um homem de Arca, Ponte de Lima, acusado asfixiar até à morte a sua mulher por esta não fazer o almoço.

Os factos remontam a julho de 2017 e o arguido, de 52 anos, está acusado de crime de homicídio qualificado da mulher, na altura com 50 anos.

Segundo a acusação do Ministério Público (MP), a que agência Lusa teve acesso, o arguido "agiu de forma insensível, com total indiferença pela vida humana e pela relação que mantinha com a ofendida, sua mulher, e indiferente ao dever de respeito que dessa relação para si nascia quanto à mesma, relação e dever de que estava bem ciente".

"Pela hora de almoço, o arguido e a vítima iniciaram uma discussão, motivada pelo facto de aquela não ter feito o almoço para o arguido e para o filho e pela circunstância de o arguido ter trazido para a casa de ambos uma refeição composta por sobras da sua mãe", lê-se.

O MP acrescenta que, uma vez terminada a refeição, o casal e o filho de ambos mantiveram-se na sala a ver televisão, sendo que, cerca das 16:00, o filho ausentou-se.

"O arguido manteve-se sentado no sofá da sala, recostado a uma almofada trazida do seu quarto, enquanto a ofendida se manteve deitada no mesmo sofá, assistindo ambos a um programa de televisão. Decorridos dez minutos, a ofendida dirigiu-se à cozinha para ingerir bebidas alcoólicas. Quando regressou, com uma taxa de álcool no sangue de 3,60 gramas, retomou a discussão anterior com o arguido e deitou-se no local do sofá em que antes se encontrava, adormecendo de seguida".

"Ao aperceber-se que a ofendida se encontrava sob efeito de álcool e que dormia, de barriga para cima, o arguido levantou-se do sofá, empunhou a almofada e colocou-a por cima da cara da vítima fazendo pressão até sentir que o corpo dela tinha ficado imóvel e deixado de estrebuchar", lê-se no documento.

O arguido e a vítima foram casados durante 29 anos. Têm três filhos.

O julgamento começou em fevereiro e a leitura da decisão judicial está marcada para as 14:00 de sexta-feira no Tribunal de Viana de Castelo.

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