Ventura pede à direita para admoestar Marcelo com "cartão vermelho"

Candidato presidencial do Chega reiterou as críticas ao executivo de António Costa pela gestão incompetente da crise económico-social e das vagas pandémicas de covid-19

O candidato presidencial do Chega dirigiu-se esta terça-feira a todo o espetro político da direita e pediu que estes cidadãos castiguem o chefe de Estado e recandidato com um "cartão vermelho" nas eleições de domingo.

André Ventura discursava em comício no auditório do Centro de Congressos de Aveiro, com lotação total de 730 lugares, reduzidos em tempos de pandemia de covid-19 para 190. Os apoiantes de Ventura e militantes do Chega apenas preencheram perto de metade (80 cadeiras).

O líder partidário reiterou as críticas ao executivo de António Costa pela gestão incompetente da crise económico-social e das vagas pandémicas de covid-19 e prometeu revelações de elementos de aparelhos partidários à esquerda que estiveram envolvidos em protestos e manifestações contra o Chega.

Antes, à porta do recinto, reuniu-se um pequeno grupo de mulheres de etnia cigana que reclamavam com a postura "racista" do líder nacional-populista e a presença da caravana do partido da extrema-direita parlamentar

"Ele fala mal dos ciganos, mas é pior que os ciganos. Ele é que anda a viver à conta. Olhe para aquilo, anda ali com aqueles carrões, anda de limusina e quer tirar-nos o RSI (Rendimento Mínimo Social)", condenou uma das mulheres, que não se quis identificar.

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal em 24 de janeiro, a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia, desde 1976. A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Há outros seis candidatos: o incumbente Marcelo (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva ("Tino de Rans", presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).

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