Restaurantes do Minho pedem 'boicote' às eleições e faixas negras

A União de Restaurantes do Minho enviou uma carta aberta a várias entidades públicas, incluindo o Presidente da República, onde apela a que empresários da restauração e colaboradores não votem no dia 24.

Os restaurantes do Minho reagiram mal ao endurecimento das medidas de confinamento, que restringe ainda mais a venda ao público, e em carta aberta enviada a várias entidades públicas apelam a que os empresários do setor e os seus colaboradores não votem nas eleições presidenciais de 24 de janeiro.

Sob o lema "é para confinar , não é para votar", a União de Restaurantes do Minho remete para o dia da votação antecipada nas presidenciais e para as filas que se verificaram. Referem ainda em sentido crítico os "jantares-comício", sem mencionarem qualquer candidato - embora tenha sido público que André Ventura organizou um desses jantares com 160 pessoas - para dizerem que "torna-se incompreensível enquanto empresários e associados da URMINHO não nos deixarem trabalhar, quando são permitidos ajuntamentos e jantares de comício, em restaurantes que deveriam estar fechados".

Frisam ainda que "não é justo, não é sério e não é DEMOCRÁTICO, uns estarem inibidos de trabalhar e outros em campanha eleitoral fazendo com que os ajuntamentos, tão falados, aconteçam, denegrindo a imagem do país".

Nesta carta enviada aos Presidentes da República, da Assembleia da República, primeiro-ministro, presidente da Comissão Nacional de Eleições e presidentes das câmaras do Minho, a União dos Restaurantes do Minho apela ainda que "esta face negra da democracia, tem de ser demonstrada com FAIXAS PRETAS bem visíveis à porta dos respetivos estabelecimentos".

Reitera ser "incompreensível o nosso sector estar encerrado quando não há um único estudo que prove que a restauração é responsável pelo aumento dos números de casos". Aliás, diz a União de Restaurantes, "indo mais longe, nos picos do contágio, os restaurantes estavam fortemente limitados no exercício da sua atividade, dando enfase ao Natal e ao Ano Novo".

E remata com um aviso: "Não queiram, daqui a três semanas, se lamentar à semelhança do Natal, pelo facto de se poder desconfinar e circular livremente, no dia 24, apenas com o pretexto de ir votar."

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