Exclusivo Nações Unidas. Humanista até ao fim

Dedicação: depois de, em 2006, terminar a carreira política na Presidência da República, Jorge Sampaio canalizou o seu empenho em prol de causas públicas para o plano internacional. Destaque para a luta contra a tuberculose, a aliança de civilizações ou o apoio a estudantes sírios

O final do segundo mandato como Presidente da República, a 9 de março de 2006, foi só a conclusão de mais uma etapa na carreira cívica e de serviço público de Jorge Sampaio. Mal teve tempo para gozar férias e instalar-se no novo local de trabalho, a Casa do Regalo, antigo ateliê de pintura da rainha D. Amélia ao cimo da Tapada das Necessidades. Regalada é que não foi a vida do ex-Presidente. Passados dois meses, Kofi Annan lançou-lhe um desafio irrecusável: ser o enviado especial do secretário-geral da ONU para a luta contra a tuberculose.

O humanista Sampaio vestiu a camisola: nos dois anos seguintes correu mundo a dar entrevistas, escreveu artigos, proferiu conferências, contactou as autoridades políticas e de saúde dos países mais afetados, bateu à porta das nações mais ricas para assumirem o papel de doadoras para a causa. Mais: insistiu em ver com os próprios olhos a realidade da devastação que a doença provocava. Comoveu-se. E lançou-se numa cruzada destinada a passar a mensagem em todos os media que pudessem contribuir para alertar e suscitar reações... e doações.

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