Maioria diz que Lisboa está melhor do que há cinco anos

Satisfação cai cinco pontos quando lisboetas sobre a situação no seu bairro

Menos de metade dos lisboetas (48%) estão satisfeitos com situação atual do concelho de Lisboa, mas o saldo é mesmo assim largamente positivo (apenas 22% consideram que a situação é má). Mais relevante para Fernando Medina será saber que 54% acham que a situação é melhor do que há cinco anos. Um pouco menos (49%) respondem o mesmo quando a pergunta incide sobre a realidade do seu "bairro".

De acordo com a sondagem da Aximage para DN, JN e TSF, o saldo positivo quanto à situação atual de Lisboa é comum aos residentes de quase todos os grupos de freguesias, e em particular entre os que vivem em Benfica/Carnide (59% de satisfação). A exceção à regra são os que habitam em Santa Maria Maior/Misericórdia/Santo António/São Vicente: aqui o saldo é negativo (36% de descontentes, face a 32% que estão satisfeitos).

Quando o ângulo é o da comparação com a situação de há cinco anos, são os residentes de Alcântara/Ajuda/Belém os mais satisfeitos com os últimos anos de gestão autárquica (saldo positivo de 50 pontos), enquanto Santa Maria Maior/Misericórdia/Santo António/São Vicente volta a concentrar o maior número de céticos (mesmo assim, o saldo é positivo).

É curioso notar que, nesta matéria, o saldo também é positivo entre os que se inclinam para votar em Carlos Moedas (45% dos seus eleitores potenciais acham que a cidade está melhor do que há cinco anos, 36% que está pior).

Saldo negativo

Relativamente à evolução, nos últimos cinco anos, do "bairro" onde vivem, os mais críticos são de novo aquelas quatro freguesias do centro histórico de Lisboa (um saldo negativo de 20 pontos), enquanto os de Marvila/Beato são os mais satisfeitos (saldo positivo de 50 pontos).

Neste caso, os potenciais eleitores da candidatura de centro-direita estão praticamente divididos ao meio (33% reconhecem melhorias, 34% acham que o "bairro" está pior).

FICHA TÉCNICA

A sondagem foi realizada pela Aximage para o DN, JN e TSF, com o objetivo de avaliar a opinião dos lisboetas sobre temas relacionados com o poder autárquico.
Universo: indivíduos maiores de 18 anos residentes em Lisboa. Amostragem por quotas, obtida a partir de uma matriz cruzando sexo, idade e freguesia, a partir do universo conhecido, reequilibrada por género, idade e freguesia.
A amostra teve 792 entrevistas: 228 entre os 18 e os 34 anos, 191 entre os 35 e os 49, 120 entre os 50 e os 64,
e 253 a inquiridos
com 65 ou mais anos.
Entrevista telefónica por CATI Computer Assisted Telephone Interviewing, tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 14 e 21 de agosto de 2021. Erro probabilístico: para o total de uma amostra aleatória simples com 792 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,017 (ou seja, uma "margem de erro" a 95% de 3,48%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.

rafael@jn.pt

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