Costa não perdoa quem quis "cortar as pernas" ao seu Governo

Secretário-geral do Partido Socialista fez críticas sem nunca se referir diretamente ao PCP ou ao Bloco de Esquerda.

O secretário-geral do PS considerou esta quarta-feira que foi "absolutamente imperdoável" o chumbo do Orçamento logo na fase de generalidade, dizendo que de início quiseram "cortar as pernas" ao seu Governo, sem dar qualquer hipótese de negociação.

Estas críticas aos partidos que, com o PS, formaram a "Geringonça" a partir de novembro de 2015, foram feitas por António Costa no discurso que proferiu no encerramento de um comício na Escola Profissional de Faro, após uma intervenção da cabeça de lista socialista por este círculo eleitoral, a dirigente e ex-secretária de Estado da Saúde Jamila Madeira.

Sem nunca se referir diretamente ao PCP ou ao Bloco de Esquerda, o secretário-geral do PS considerou "absolutamente imperdoável a forma como, num momento em que se exigia unidade, em que todos deviam arregaçar as mangas para se recuperar aquilo que se perdera durante a crise pandémica", se chumbou o Orçamento do Estado para 2022, derrubando o Governo.

"Aquilo que fizeram foi derrubar o Governo, chumbando o Orçamento do Estado para 2022. Não venham com desculpas de que queriam afinal negociar, porque estivemos vários meses a negociar", declarou António Costa, em resposta a posições que têm sido assumidas pelo Bloco de Esquerda e PCP.

Pelo contrário, segundo o secretário-geral do PS, PCP, BE e PEV, "quando chumbaram o Orçamento, chumbaram-no logo na generalidade".

"Não deram sequer oportunidade de prolongar as negociações e tentar melhorá-lo na especialidade, reservando o voto para a votação final". Não, quiseram logo cortar-nos as pernas ao início e chumbaram o Orçamento logo na generalidade", reforçou.

Segundo o líder socialista, esses partidos atuaram "muito mal, porque o Orçamento "não era o Orçamento do António Costa, não era o Orçamento do Governo, mas o Orçamento para as portuguesas e para os portugueses".

"Este Orçamento, se estivesse em vigor, teria permitido a todos os pensionistas, com pensões até 1097 euros, que já tivessem recebido este mês o aumento extraordinário. Um aumento extraordinário de pensões que não vão recebê-lo porque esses partidos chumbaram no parlamento o Orçamento", argumentou.

António Costa, entre outras situações, falou que o Orçamento já teria permitido reduzir os impostos da classe média, das famílias com filhos e dos jovens em início de atividade.

"Agora estão todos nesta campanha eleitoral a dizer que é preciso menos impostos. Pois perderam uma excelente oportunidade de termos menos impostos ao não terem aprovado o Orçamento para 2022", acrescentou.

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