Rio acusa Ministério Público de ineficácia no combate à corrupção

Presidente do PSD não quis pronunciar-se sobre o caso EDP em concreto, mas lembrou que "tem havido poucos julgamentos e muito menos condenações"

O presidente do PSD, Rui Rio, acusou esta sexta-feira o Ministério Público (MP) de "fraca eficácia" e "pouca eficiência" no combate aos crimes de "colarinho branco". "A atuação do MP tem sido pouca e tem tido pouca eficiência, pouca eficácia", disse Rui Rio, adiantando que "tem havido poucos julgamentos e muito menos condenações em tribunal".

Instado a comentar a decisão do MP de ter pedido a suspensão de António Mexia da presidência da EDP, no âmbito do processo das rendas excessivas da elétrica que está em investigação, Rio afirmou que não se pronunciava sobre esse aspeto em concreto.

No entanto, num comentário geral, reconheceu uma "fraca eficácia" do MP no combate à corrupção, considerando que se trata de "um problema do país". "Portanto, quando vejo o MP a atuar fico satisfeito", afirmou.

O MP pediu a suspensão de António Mexia da presidência da EDP e a prestação de uma caução "não inferior a dois milhões de euros", adiantou hoje o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), num comunicado no seu 'site'.

Esta informação foi divulgada pelo DCIAP na sequência de notícias hoje publicadas por alguns meios de comunicação a dar conta das medidas de coação que o MP pediu não só para o gestor, mas também para Manso Neto, presidente da EDP Renováveis, e João Conceição, administrador da REN.

"O Ministério Público imputa aos arguidos António Mexia e Manso Neto, em coautoria, a prática de quatro crimes de corrupção ativa e de um crime de participação económica em negócio", salientou o DCIAP.

"Ao arguido João Conceição é imputada a prática de dois crimes de corrupção passiva para ato ilícito", acrescentou.

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