Reações a Marcelo: CDS quer "desconfinar a palavra patriotismo"

Líder centrista exige "uma aposta radical nos nossos setores produtivos, no consumo dos produtos portugueses"

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, reagiu ao discurso do PR no 10 de junho dizendo que "no dia de hoje, os portugueses são desafiados a desconfinar a palavra patriotismo", palavra que no seu entender é "a chave para vencermos esta maré pandémica".

"Somos chamados a agarrar esta oportunidade de construirmos juntos um país melhor e de futuro", disse o líder centrista, numa mensagem vídeo enviada aos jornalistas.

Francisco Rodrigues sublinhou a necessidade de um "patriotismo social" que "nos une a todos em torno da universalidade da nossa língua, do orgulho na nossa história e do amor ao nosso povo, e nos convida a cuidarmos uns dos outros, sobretudo dos que estão a ficar para trás, em particular os mais idosos, que atravessam um momento doloroso".

Também falou em "patriotismo económico", "uma aposta radical nos nossos setores produtivos, no consumo dos produtos portugueses, e na promoção do empreendedorismo e na capacidade de atrair investimento para Portugal".

As suas últimas palavras foram para agradecer "aos nossos profissionais de saúde, verdadeiros heróis de bata branca", "às nossas Forças Armadas, que servem Portugal com o sacrifício da própria vida" e "às nossas forças de segurança, que merecem o nosso profundo respeito e a rejeição de discursos de ódios contra elas".

"Para todos eles é justo pedir mais do que um aplauso", concluiu.

O PSD ainda não reagiu à intervenção presidencial.

Contudo, ainda antes dela ter ocorrido, o presidente do partido sublinhava o "espírito empreendedor brutal" dos portugueses da diáspora, que devem merecer uma homenagem particular no Dia de Camões porque ajudam muito a afirmar a imagem de Portugal no mundo.

Numa mensagem de vídeo divulgada nas contas do PSD nas redes sociais, Rui Rio deixou uma mensagem especial para os 2,5 milhões de portugueses que vivem fora do território nacional e para os cinco milhões de lusodescendentes.

"No dia de hoje, devemos homenagear os portugueses todos, mas devemos acima de tudo homenagear a língua portuguesa e a diáspora portuguesa, ou seja, todos os portugueses que, não estando em território nacional, estão, naturalmente, a divulgar Portugal, a ajudar Portugal e a afirmar cada vez mais Portugal no mundo", assinalou.

O líder social-democrata sublinhou o "espírito empreendedor brutal" dos portugueses não residentes, considerando que "é preciso ter coragem e força para sair da sua terra e lutar por uma vida melhor lá fora".

E é isso que acontece com estas "pessoas com características muito próprias", das que "mais ajudam a divulgar Portugal e a caracterizar Portugal no mundo".

Para o presidente do PSD, é "muito importante" que a divulgação da cultura e da língua portuguesa possa ser feita através desta diáspora portuguesa no mundo.

Rio destacou, por outro lado, que a língua portuguesa é "um ativo brutal" do país, a mais falada no hemisfério Sul e uma das mais faladas no mundo, usada por quase 300 milhões de pessoas.

"Nós temos de estar sempre com a preocupação de promover a língua portuguesa", defendeu, considerando que isso deve ser feito nas escolas também com recurso aos portugueses espalhados pelo mundo, sejam portugueses ou lusodescendentes.

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