PSD propõe mais residências universitárias e programa Erasmus+Interior

O PSD avança com propostas para diversificar e aumentar o acesso ao Ensino Superior. Mais apoio aos alunos e às universidades é preciso, defende o partido de Rui Rio

Ter mais estudantes no ensino superior é o desígnio a que se propõe o PSD no documento publicado esta segunda-feira no site do partido. "O acesso ao Ensino Superior deve promover a equidade e igualdade de oportunidades. O desafio de alargar a participação da população no ensino superior, tornando-a mais inclusiva e reforçando a sua qualidade, exige uma aposta na diversidade da oferta formativa, a par da sua equilibrada distribuição geográfica", lê-se o documento.

Partindo do facto de 40% dos alunos que concluem o secundário não prosseguirem os estudos para um nível superior, o PSD defende "a criação de pontes para apoiar a transição" entre os dois graus de ensino. E como os alunos que mais desistem dos estudos são os provenientes de famílias mais carenciadas o PSD defende que é preciso incentivos para as instituições de ensino superior para um maior recrutamento "em grupos sub-representados".

Partindo do exemplo alemão, o documento aponta para uma diversificação dos percursos de acesso ao ensino superior, em particular dos alunos das vias profissionais, recorrendo a programas de ponte/transição.

No documento produzido pelo Conselho Estratégico Nacional e coordenado por Maria da Graça Carvalho, antiga ministra da Ciência e Ensino Superior, é também defendido "um reforço dos incentivos sociais para os estudantes que escolham as instituições situadas em regiões com menor densidade populacional". Neste sentido, é proposto o lançamento do programa Erasmus+Interior, "fomentando a mobilidade de estudantes do litoral para o interior" e o reforço do Programa+Superior.

As dificuldades de alojamento dos alunos também não são esquecidas. O PSD propõe a cobertura nacional de residências estudantis, através da reabilitação de edifícios públicos degradados, da construção de novas residências, recorrendo ao co-financiamento dos fundos regionais e da contratualização com a sociedade civil.

"Naturalmente que o país está a perder quando tem jovens com capacidades que não podem estudar apenas por constrangimentos de ordem financeira. Temos um plano de construção, ou pelo menos de oferta, de residências universitárias que possam atenuar fortemente essa descriminação dos alunos terem acesso aos cursos que querem", disse Rui Rio, esta segunda-feira, em conferência de imprensa.

É preciso também, segundo os sociais-democratas, promover uma melhor articulação entre a oferta de ensino superior e a especialização regional ou as necessidades do seu tecido económico e social.

A aposta nos estudantes internacionais também é uma das áreas em que o PSD diz ser preciso investir. O partido considera importante "aumentar a atratividade das instituições de ensino superior para estes alunos" e "criar condições de acesso para estudantes estrangeiros, em especial os oriundos dos Países de Língua Portuguesa".

"Temos de continuar a sublinhar a importância do mérito. Não podemos ter um sistema de ensino que não valorize o mérito, mas essa valorização tem de estar em paralelo com o princípio da equidade social. Sendo a educação um fator importante, todos os portugueses devem ter essa igualdade de oportunidades. É isso que nós propomos fazer, ou seja, não eliminar porque isso é demagogia, mas atenuar o mais possível essas desigualdades", disse o presidente dos social-democratas.

O PSD diz que com estas propostas o modelo de acesso ao ensino superior será mais adequado às exigências "de uma sociedade mais inclusiva e justa, contemplando as necessidades de todos, mais também mais livre e democrática, no respeito pelos percursos individuais, e, assim capaz de enfrentar os desafios da globalização e da afirmação no plano internacional".

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