Jill Ader
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Jill Ader: "As mulheres são mais propensas a minimizarem-se. E deviam perguntar: Porque não eu?"

Jill Ader é a nova chairwoman da Egon Zehnder, a primeira mulher no cargo e a única numa grande empresa de busca de talentos e recursos. Tem, por isso, um ponto de vista extraordinário sobre o mundo - líderes, negócios, política e mulheres. Esteve em Portugal para um evento da companhia. E mostrou-o.

O mundo está muito mais complexo do que era. Como é que os líderes lidam com isso?
Há uma diferença entre complicado e complexo. Se o mundo estiver complicado ainda se consegue tirar o sentido das coisas, ter as melhores práticas e aprender com o que está a acontecer. Consegue-se, até certo ponto, fazer previsões, aplicar planos. Se estivermos num mundo complexo, então as melhores práticas são só um sonho e os líderes não conseguem prever. Assim, em termos do que é exigido aos líderes são qualidades muito diferentes.

Há a insegurança... Como é que isso se repercute nos líderes atuais ou futuros?
Repercute-se muito. Se olharmos para a fragmentação que há no mundo atual - entre países, entre políticos, nas políticas e... o que essa fragmentação está a causar, as desigualdades no mundo... Quanto aos líderes, eles têm de reconhecer que essa fragmentação existe e ver como é que lidam com ela e se estão a responder às inseguranças, mas também questionar como é que, no seu papel de líderes, transmitem esperança. E o que é que isso significa? Se olharmos para quão seguras se sentem as pessoas dentro de uma organização, quão seguro é dizerem o que pensam, e, se a organização está a tentar transformar-se, quão seguro é para os indivíduos tentarem transformar-se eles próprios. Se não for seguro, a transformação simplesmente não acontecerá. É preciso que sejam vulneráveis. Para que lhes seja permitido compreender o impacto que têm nos outros. Têm de ser suficientemente humildes para reconhecerem que não têm todas as respostas, e que as grandes ideias podem vir de qualquer lugar numa organização. Mas é também preciso instituir modelos de transparência e comunicação completamente novos. Porque se não houver transparência, as pessoas pensam que há uma caixa negra e que não sabem o que se passa, e isso apenas aumenta os sentimentos de insegurança. Verdadeira comunicação, não comunicação empresarial.

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