Morreu Luís Pimentel, ex-secretário-geral adjunto do PSD

Recentemente tinha apoiado Luís Montenegro, antigo líder parlamentar, que foi vencido pelo atual presidente do partido, Rui Rio. Antes foi apoiante de Pedro Santana Lopes.

Luís Pimentel, ex-secretário-geral adjunto e antigo deputado do PSD, morreu neste sábado aos 50 anos, segundo uma nota à imprensa dos sociais-democratas

Luís Pedro Pimentel, natural de Alijó, distrito de Vila Real, foi secretário-geral adjunto dos sociais-democratas durante a liderança de Pedro Passos Coelho, quando o secretário-geral era José Matos Rosa, e foi deputado à Assembleia da República, que deixou em 2015.

No Governo, exerceu o cargo de adjunto no gabinete do ex-primeiro-ministro Durão Barroso e ocupou o mesmo tipo de funções com José Luís Arnaut, como ministro adjunto.

A nível local, foi membro da Assembleia Municipal de Alijó e da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) Douro, de acordo com a nota da direção do PSD.

Na mais recente disputa interna, apoiou Luís Montenegro, antigo líder parlamentar, que foi vencido pelo atual presidente do partido, Rui Rio, e antes foi apoiante de Pedro Santana Lopes, à frente do PSD.

Numa nota à imprensa, a direção do PSD, "na figura do seu presidente, Rui Rio, expressa a toda a família o seu mais sentido pesar nesta hora".

No mesmo texto, é recordada a sua passagem pela sede nacional social-democrata, como secretário-geral adjunto, "cargo que lhe permitiu conviver de perto com centenas de militantes e simpatizantes do partido, deixando saudades nos que consigo se cruzaram".

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, lamentou a morte do ex-deputado do PSD, e recordou-o como uma "voz respeitada" na área da agricultura.

Eduardo Ferro Rodrigues afirmou, numa nota de pesar, que recebeu a notícia da "morte precoce" de Luís Pimentel "com grande consternação".

Luís Pedro Pimentel foi deputado nas legislaturas de 1999, 2002, 2011 e 2015, e, recordou, "bateu-se, no parlamento, pela defesa dos interesses das gentes de Vila Real e de Trás-os-Montes".

"Viticultor de profissão, era uma voz respeitada pelos seus pares no que às questões da agricultura dizia respeito. A Casa do Douro, e a crise que a mesma atravessou, foi matéria a que dedicou grande atenção", lê-se no texto distribuído pelo gabinete de Ferro Rodrigues, em que afirma que "tinha ainda muito para dar a Alijó, a Vila Real e ao país".

Também o CDS, numa nota assinada pelo líder do grupo parlamentar, Telmo Correia, veio manifestar o "pesar e consternaç​​​​​​ão" do partido pela perda -"Pedro Pimentel partilhou com o CDS-PP muitas lutas políticas, a nível local, em coligações autárquicas, mas também a nível nacional, batendo-se sempre pelos valores em que acreditava". "Hoje perdemos um amigo que partiu muito cedo, deixando mais pobre a política e o seu distrito, que sempre defendeu intransigentemente", diz o presidente da bancada centrista.

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