Governo vai avançar com plano de contratação de jovens qualificados para o setor social

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou esta terça-feira que o governo lançará em março um programa de apoio à contratação nas instituições sociais. Os ordenados podem chegar até aos 1900 euros.

Depois das câmaras municipais, é na solidariedade que mais se emprega: o setor da economia social representa acima de 6% dos empregos remunerados em Portugal, com mais de 470 mil funcionários. Contudo, "grande parte destes trabalhadores recebe o ordenado mínimo", lembrou o provedor da Santa Casa da Misericórdia e Lisboa, Edmundo Martinho, esta terça-feira. O rendimento dos recursos humanos deste setor continua a ser um desafio e, por isso, o governo compromete-se a responder através de um plano de apoio à contratação de jovens qualificados. A iniciativa deverá avançar já em março, anunciou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

"A economia social está junto do problema e tem uma grande pressão para o resolver", lembrou Ana Mendes Godinho. Muitas vezes, acrescenta, "substitui o próprio Estado na sua função". Foi perante o pressuposto de uma valorização do trabalho das instituições sociais, qualificando os seus quadros, que o anúncio foi feito, esta terça-feira, durante a conferência "Pessoas & Causas", onde a Santa Casa da Misericórdia, o Diário de Notícias e a TSF apresentaram o resultado da parceria que dura desde 2018.

O plano contempla o apoio financeiro do estado em 40% para a contratação de jovens qualificados que queiram dar entrada nas instituições de ação social, entre fisioterapeutas e dinamizadores culturais, durante três anos. O salário "poderá ir até 1900 euros por mês", diz a ministra.

Esta é uma iniciativa "desenhada em conjunto com o ministério da Coesão Territorial" e pretende criar "cada vez mais respostas que sejam um instrumento de promoção do envelhecimento ativo e saudável da população", através destas instituições.

O que se faz através da "valorização dos trabalhadores", com uma representação significativa de mais de 6% da totalidade da população empregada remunerada. Uma estatística que, por si só, "reflete bem o papel que a economia social tem", não só como "verdadeiro instrumento de inclusão, de combate à pobreza", mas também de "criação de oportunidades". "Basta pensar que no interior do país é uma das áreas principais, em termos de atividade económica", remata.

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