Este é o governo desde o 25 de Abril que tem mais ministras

Oito mulheres em 19 membros do Conselho de Ministros: António Costa apresentou a Marcelo um governo quase paritário, naquele que é o maior governo constitucional em número de ministérios.

António Costa estabeleceu um novo recorde de mulheres sentadas no Conselho de Ministros: oito - num governo bem mais paritário que aquele que está ainda em funções: 42,1%, contra 29,4%. O máximo até aqui era do segundo executivo de José Sócrates, que teve cinco mulheres, e do próprio Costa, que no último ano do seu executivo também chegou às cinco, quando remodelou a sua equipa em outubro de 2018.

É entre os novos ministros que o primeiro-ministro indigitado mais fez por melhorar a paridade da sua equipa: Ana Abrunhosa, a nova ministra da Coesão Territorial, e uma estreia absoluta no executivo socialista; Maria do Céu Albuquerque, que passa de secretária de Estado do Desenvolvimento Regional para ministra da Agricultura, Alexandra Leitão, que era até aqui a secretária de Estado da Educação e sobe a ministra da Modernização do Estado e da Administração Pública, e Ana Mendes Godinho, que deixa a Secretaria de Estado do Turismo e assume o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Apesar da saída de Ana Paula Vitorino, até aqui com a pasta do Mar, na qual é substituída por um homem, Ricardo Serrão Santos, o chefe de governo manteve ainda Mariana Vieira da Silva (agora promovida a ministra de Estado e da Presidência), Francisca Van Dunem (Justiça), Graça Fonseca (Cultura) e Marta Temido (Saúde), somando as oito mulheres naquele que é o maior governo constitucional em número de ministérios.

Em 2015, Costa indicou apenas quatro mulheres para a sua equipa: Maria Manuel Leitão Marques, como ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, que saiu no início deste ano para se candidatar ao Parlamento Europeu, Van Dunem, Ana Paula Vitorino e Constança Urbano de Sousa, a ministra da Administração Interna, que ficaria pelo caminho em outubro de 2017, remodelada na sequência dos trágicos incêndios desse ano, deixando o Governo reduzido a três ministras.

Foi com a remodelação de novembro de 2018 que Costa igualou então o recorde de Sócrates, quando entraram Marta Temido, para a Saúde, e Graça Fonseca, na Cultura, pastas em que se mantêm nesta nova legislatura.

Em fevereiro de 2019, quando da remodelação por causa das europeias (os então ministros Maria Manuel e Pedro Marques saíram para se candidatarem pelo PS), Costa manteve o mesmo número de mulheres, mas a percentagem do sexo feminino nos lugares de topo caiu cerca de dois pontos percentuais, e baixou a barreira dos 30%, dos anteriores 31,2% para os 29,4%. O Ministério do Planeamento e Infraestruturas foi desdobrado em dois, o que se traduziu na entrada de mais um ministro do sexo masculino, enquanto que Mariana Vieira da Silva foi ocupar um cargo que era antes desempenhado por Maria Manuel Leitão Marques.

Sócrates detinha até essa data o máximo de ministérios liderados pelo sexo feminino. No seu segundo governo, de 2009 a 2011, que acabou chumbado pelo PEC IV, Helena André (Trabalho e da Solidariedade Social), Ana Jorge (Saúde); Isabel Alçada (Educação), Dulce Pássaro (Ambiente e Ordenamento do Território) e Gabriela Canavilhas (Cultura) eram as cinco mulheres dos 16 ministros que tinham assento nas reuniões no Conselho de Ministros.

O curto governo de 28 dias de Passos Coelho, em 2015, tinha quatro mulheres em 16 ministros, enquanto que o executivo PSD/CDS que governou nos quatro anos anteriores, começou com duas mulheres e terminou com as mesmas quatro, mas em 14.

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