Costa iguala recorde de ministras

Ao ter cinco mulheres no seu governo, António Costa consegue o mesmo número que José Sócrates

Ao chamar mais duas mulheres para a sua equipa, António Costa iguala o recorde de ministras até aqui detido por outro governo socialista - o primeiro executivo de José Sócrates, que também teve cinco mulheres.

Com a terceira e maior remodelação do seu governo, anunciada este domingo, o primeiro-ministro alarga o número de mulheres a dirigir ministérios. Até aqui eram apenas três ministras em 17 pastas. Agora, uma vez que o ministro-adjunto aglutina também a pasta da Economia, passam a ser cinco em 16.

Para além de Marta Temido (Saúde) e Graça Fonseca (Cultura) que amanhã tomam posse, o Governo já tinha Maria Manuel Leitão Marques como ministra da Presidência e da Modernização Administrativa; Francisca Van Dunem na pasta da Justiça e Ana Paula Vitorino na tutela do Mar.

Quando tomou posse, em novembro de 2015, Costa tinha na sua equipa quatro mulheres com funções ministeriais, mas a Constança Urbano de Sousa saiu há precisamente há um ano na sequência das tragédias de Pedrógão Grande e dos fogos de outubro, em que morreram mais de 100 pessoas.

Sócrates detinha até ontem o máximo de ministérios liderados pelo sexo feminino. As mulheres que convidou para o seu segundo governo (2009/2011), que acabaria com o chumbo do PEC IV, foram Helena André (Trabalho e da Solidariedade Social), Ana Jorge (Saúde); Isabel Alçada (Educação), Dulce Pássaro (Ambiente e Ordenamento do Território) e Gabriela Canavilhas (Cultura). No total, o governo tinha 16 ministérios.

A ex-ministra do PS Gabriela Canavilhas não tem dúvidas que é fundamental que haja cada vez mais aproximação da igualdade de género em todos os patamares de decisão dos órgãos políticos e, ao DN, faz questão de frisar que a legislação já aponta nesse sentido.

O governo a que pertenceu tinha cinco mulheres e por isso entende que também "tinha uma abordagem mais homogénea, com a uma maior aproximação a todo o universo de cidadãos" o que, na sua opinião, é garantia de "uma maior eficácia na governação".

Por essa razão, entende que nos três primeiros anos do governo de António Costa não deixou de se "sentir a falta de mulheres e do benefício da diversidade" que a personalidade feminina aporta a um executivo.

Passos começou com duas e acabou com quatro

O último governo de Passos Coelho (2015) - que durou menos de um mês até a "geringonça" permitir a António Costa formar o seu executivo - tinha quatro ministras, num total de 15 ministérios. A saber: Maria Luís Albuquerque no Estado nas Finanças; Assunção Cristas assumia a pasta da Agricultura e do Mar; Margarida Mano era a responsável pela Educação e Ciência e na Cultura, Igualdade e Cidadania surgia Teresa Morais.

Curiosamente o primeiro governo de Passos Coelho (2011-2015) acabou com mais duas ministras do que começou: Vítor Gaspar, a cara da austeridade na vigência da troika, demitiu-se e foi substituído por Maria Luís Albuquerque na pasta das Finanças e Miguel Macedo, que saiu dos governo por estar envolvido no caso dos "vistos gold", deu lugar à até então secretária de Estado Anabela Rodrigues.

Nesse executivo, Paula Teixeira da Cruz foi responsável pela pasta da Justiça e Assunção Cristas pela da Agricultura e do Mar. O governo de Passos tomou posse com quatro ministras, mas terminaria com quatro.

Até hoje, só uma mulher assumiu o cargo de primeira-ministra - Maria de Lourdes Pintasilgo entre agosto de 1979 e janeiro de 1980, a convite do Presidente Ramalho Eanes.

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