Costa fala em "aposta na nova geração" e confirma Leitão Marques nas europeias

Primeiro-ministro considerou hoje, no final da cerimónia de tomada de posse dos novos governantes, que o PSD foi "arrastado" pelo CDS-PP para a moção de censura.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu nesta segunda-feira posse a três novos ministros, que assumiram as pastas das Infraestruturas e Habitação, da Presidência e do Planeamento, e a quatro secretários de Estado, reconduzindo outros quatro. Uma aposta numa nova geração do PS já com experiência executiva e uma solução de continuidade na execução do programa do governo, como explicou o primeiro-ministro no final da cerimónia, onde confirmou que Maria Manuel Leitão Marques também será candidata às europeias.

Numa curta cerimónia, de cerca de dez minutos, na Sala dos Embaixadores do Palácio de Belém, em Lisboa, Nelson de Souza tomou posse como ministro do Planeamento, Mariana Vieira da Silva como ministra da Presidência e da Modernização Administrativa e Pedro Nuno Santos como ministro das Infraestruturas e da Habitação.

Os três eram secretários de Estado e subiram a ministros nesta remodelação do XXI Governo, a quarta a nível ministerial, que acontece após a escolha de Pedro Marques, até agora ministro do Planeamento e das Infraestruturas, para cabeça de lista do PS às eleições europeias de 26 de maio, formalmente anunciada no sábado. Uma lista onde constará também o nome de Maria Manuel Leitão Marques, até agora ministra da Presidência e da Modernização Administrativa.

A confirmação foi dada pelo próprio António Costa, que no final da cerimónia de posse dos novos governantes abordou as mexidas no exectuivo. De acordo com o primeiro-ministro, procurou-se que as mudanças efetuadas causassem "o mínimo de descontinuidade nas atividades" do governo. "É também a demonstração de que o PS conta com uma nova geração e que não precisa de repetir as mesmas caras eleições após eleições, mandatos após mandatos. Felizmente, temos bons recursos que nos permitem assegurar um rejuvenescimento nesta continuidade, o que é importante para o país", declarou, numa alusão a dois dos três novos ministros Pedro Nuno Santos e Mariana Vieira da Silva.

Costa comentou ainda a posição assumida nesta segunda-feira pelo PSD, que anunciou o voto favorável à moção de censura ao governo apresentada pelo CDS. O primeiro-ministro considerou hoje que o PSD foi "arrastado" pelo CDS-PP e vincou novamente, depois de já o ter feito no fim de semana, que esta iniciativa dos democratas-cristãos visou sobretudo o conjunto dos partidos à direita e não o PS.

Citando vários comentadores políticos, António Costa disse também que, pelas circunstâncias, "é manifesto que a moção do CDS-PP vise menos o governo e mais o conjunto dos partidos à direita, desde logo o PSD, assim como novos partidos emergentes como a Aliança e o Chega".

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