CDS não descarta apoio a Marcelo. 'Neste momento estou na retranca'

Eleito presidente do CDS há quatro meses, Francisco Rodrigues dos Santos diz, em entrevista à TSF, que não descarta apoiar Marcelo Rebelo de Sousa nas eleições presidenciais

"Eu, neste momento, estou na retranca. Estou à espera que haja uma clarificação de cenários. Quero saber se o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é ou não candidato", disse esta quarta-feira de manhã, em entrevista à TSF, Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS há quatro meses.

Como sabe, as eleições presidenciais pressupõe uma declaração individual que não depende dos partidos. Foi o candidato que o CDS emitiu um apoio de indicação de voto, foi a formulação adotada há quase cinco anos atrás, e, portanto, gostaríamos que os candidatos se apresentassem e depois reunir o órgão máximo do partido entre congressos para tomar uma decisão depois desta clarificação de cenário que, neste momento, é bastante prematura.

Francisco Rodrigues dos Santos garante que a prioridade do CDS não são as eleições presidenciais que se vão realizar dentro de oito meses, mas sim o relançamento da economia. "Acho que seria pouco sensato e em nada respeitador dos sentimentos que os portugueses estão a atravessar nesta altura se visse um presidente de um partido histórico na nossa democracia, como é o CDS, com as responsabilidades que tem, a discutir ad hominem possíveis candidaturas para a figura do Presidente da República".

O líder do CDS diz ainda que está a avaliar cenários e reclama o direito a criticar e apontar outros candidatos. "Nós não estamos a excluir nenhum cenário à partida, mas também temos o direito de apontar construtivamente algumas debilidades ou aspetos que na nossa ótica são menos positivos na atuação do Presidente da República".

Questionado sobre o que diria a um eleitor que pretenda votar em André Ventura, deputado do Chega, que diz que será candidato a Belém, Francisco Rodrigues dos Santos diz que aconselharia esse eleitor a apresentar-se no conselho nacional do CDS e tentaria "que tivéssemos um debate esclarecedor internamente e que a posição maioritária sufragada pudesse colher o entendimento maioritário e compacto do partido".

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