CDS contesta novas regras dos exames nacionais. "São uma injustiça"

Líder dos centristas critica o facto dos exames nacionais de julho não permitirem a melhoria de nota e diz que acentua desigualdades.

Francisco Rodrigues dos Santos recorda que os exames nacionais que os alunos vão fazer em julho não vão servir, desta vez, para aumentar as notas internas do ensino secundário. As provas valem apenas como específicas para o ingresso no ensino superior e só nessas condições podem ajudar a subir as médias. "Esta decisão configura uma tremenda injustiça num triplo sentido", garante.

E explica "É uma injustiça por violar as expectativas, o esforço e o investimento financeiro dos estudantes e das suas famílias, que fizeram a gestão do seu percurso letivo em função da estabilidade das regras de acesso ao ensino superior. É uma injustiça, porque para muitos estudantes a melhoria da classificação final por exame é a única opção viável de melhoria da sua média interna. É uma injustiça, pois a alteração introduz uma desigualdade face às anteriores e possivelmente às próximas gerações no sistema de ingresso no ensino superior."

"É uma injustiça, porque para muitos estudantes a melhoria da classificação final por exame é a única opção viável de melhoria da sua média interna. É uma injustiça, pois a alteração introduz uma desigualdade face às anteriores e possivelmente às próximas gerações no sistema de ingresso no ensino superior"

O líder do CDS frisa que para milhares de jovens portugueses, "a educação é a única oportunidade de quebrar ciclos geracionais de pobreza, atingindo o sucesso através do esforço e do mérito". Pelo que a proteção do seu futuro e a segurança sobre o modelo de avaliação do seu desemprenho escolar merecem que não se mudem as regras a meio do jogo. "O CDS é sensível aos argumentos dos estudantes e reitera a manutenção do atual modelo de acesso ao ensino superior, tal como transmitiu ao senhor primeiro-ministro", remata Francisco Rodrigues dos Santos.

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