"Dizem-me que tive aventuras ao nível de Indiana Jones"

Nasceu em Luanda (Angola) em 1971 e desde muito cedo começou a praticar desporto (hoje é praticante amador de surf). Destacou-se na natação ao serviço do Sporting. O facto de ter dupla nacionalidade permitiu-lhe representar Angola nos Jogos Olímpicos de 1988 e 1992, já que não conseguiu os mínimos para nadar por Portugal. Mais tarde, tornou--se modelo e chegou à televisão através do programa Magacine, na RTP2. Abraçou então a carreira de ator e já participou em largas dezenas de novelas, séries e filmes. Tem quatro filhos.

O que é que te irrita nos inquéritos de verão e saltamos já essa parte?

Irrita-me nunca me terem feito nenhum inquérito desses.

O que é que nunca te perguntaram num inquérito de verão e começamos por aí?

Porque é que Hollywood nunca reparou que está aqui tanto talento concentrado e nunca me contactou.

No livro de Italo Calvino, o Sr. Palomar olhava um seio nu na praia com imparcial objetividade. E tu, de zero a dez, qual é o teu descaramento?

Eu observo tudo como uma criança sem malícia. O que é belo. O que é feio. Tudo me serve para absorver, aprender.

Passa uma mulher bonita na praia, olhas descaradamente ou vais buscar os óculos de sol para poderes ver sem virar o pescoço?

Recorro e quando ela passa tiro os óculos para ela reparar que estou a olhar para ela.

Toda a gente pergunta que livro levarias para as férias. Eu pergunto que livro escreverias nas férias?

"As histórias das minhas memórias esquecidas." Trazia os meus amigos que sabem as minhas histórias todas. Deve ser um problema dos atores que decoram tanta coisa e estão sempre a esquecer-se de algumas coisas. Os meus amigos dizem-me que eu fui protagonista de aventuras ao nível de um Indiana Jones e estou sempre a esquecer-me.

Com tantas más notícias sobre aviões quero saber: ficas cá ou és corajoso?

Ainda há dias fui ver os Monty Phyton e fui muito corajoso porque fui na TAP. Na volta não tinham avião para mim e tive de fazer várias escalas até chegar cá.

Um papparazzo fotografa-te nu numa praia, preferes aparecer na capa de frente ou de costas?

De costas, que de frente não caibo na página.

Vais a uma praia mas está cheia de concorrentes da Casa dos Segredos. Mudas de praia ou ficas para ver se estão domesticados?

Fico para ver, toda a gente fala deles e não sei quem são.

De zero a dez quanto é que encolhes a barriga na praia?

Dez. Tudo para dentro! Até aparecer o 12 pack! Como diz um amigo meu: tu tens um 6 pack eu tenho só um. A pança.

Bola-de-berlim, com creme e que se lixe a ASAE ou com creme e que se lixe a linha?

Que se lixe toda a gente e que se beneficie a minha gula.

A família do chapéu ao lado do teu não se cala com as histórias da novela da noite. Ficas a ouvir ou mudas de País?

Fico para ouvir porque só sei o meu papel, nunca sei o dos outros.

Se estiverem a falar de ti ficas mais atento?

Fico porque aquilo que conta é a opinião do público.

Atendes o telefone na praia e toda a gente fica a saber da tua vida ou consegues falar num tom normal?

Normalmente esqueço-me de pôr som no telefone e nem o ouço.

Costumas levar revistas cor-de-rosa para a praia ou escolhes outra cor?

Levo livros, jornais, mas tudo concentrado nas novas tecnologias.

Vamos a contas: de zero a BES quanto costumas exagerar nos gastos das férias?

BES.

Nas férias preferias confiar as tuas poupanças a um bancário ou a um banqueiro?

Num bancário.

O teu dinheiro está melhor offshore ou onshore?

Onshore. Offshore só o vento.

És barrado à porta da discoteca. Chamas o gerente ou solta o clássico: você sabe quem eu sou?

Digo logo, nunca mais cá venho.

És dos que quer estacionar o carro dentro da praia ou aceitas bem o facto de ter chegado tarde e ter de estacionar lá atrás como os outros.

Lá atrás como os outros. Até porque tenho alguma sensibilidade para esta temática do cordão dunar e da importância da preservação das dunas e das espécies que ali crescem.

Quem é que mente melhor, o ator ou o político?

O ator não mente, vive na permanente busca da verdade.

Qual é o escape da novela, o teatro ou o cinema?

Aqui não há escape, há só dar o máximo para valer a pena às pessoas que investem o seu dinheiro para ver as peças ou os filmes.

Porque é que ainda não se fez nenhuma novela com trigémeos separados à nascença e todos interpretados pela mesma pessoa?

Quando isto for publicado já terá havido uma estação qualquer a fazer isso.

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