Quatro GNR acusados de se vingarem de cidadão a pontapé

Militares são do posto de Amarante e atraíram, com autos falsificados, um homem às instalações da GNR onde o agrediram a pontapé. O motivo foi um desentendimento da vítima com o pai de um guarda

Quatro militares da GNR de Amarante estão acusados de terem cometido vários crimes ao agredirem, por vingança um cidadão que teve um desentendimento com o pai de um dos guardas. Forjaram autos de multas de estacionamento para o atraírem ao posto de Amarante, onde o homem foi agredido a pontapé e ameaçado. Os crimes foram em 2017. Foram agora acusados pelo DIAP da Comarca do Porto Este (secção de Penafiel) deduziu acusação imputando-lhes a prática de crimes de ofensa à integridade física qualificada, coação, falsificação e abuso de poder.

De acordo com a acusação, "o pai de um dos arguidos, guarda principal, teve um desentendimento com outra pessoa, acabando os dois por se agredirem fisicamente carecendo de tratamento hospitalar", refere a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP) em comunicado. O MP adianta que "na sequência desse episódio, o referido guarda principal congeminou um plano de vingança contra o outro indivíduo, seu conhecido e vizinho, que passava por forjar autos de contra ordenação supostamente cometidos por este e atraí-lo ao quartel da GNR, onde seria agredido e ameaçado".

Passaram à ação e, para concretizar o plano, o guarda principal "redigiu a assinou dois autos de contra-ordenação (estacionamento em local proibido) supostamente cometido pelo mencionado cidadão que se envolvera com o seu pai".

Pontapés e queda da cadeira

"Posteriormente, em fevereiro de 2017, o arguido forjou um ofício, com o carimbo do Posto da GNR de Amarante, convocando o mesmo cidadão para 'prestar declarações', o qual, sem desconfiar do que quer que fosse, ali se deslocou, sendo recebido por um outro guarda - sabedor do plano -, também arguido, que o mandou sentar", explica a PGDP.

Quando o homem estava no posto começaram as agressões. "De seguida, aquele outro arguido aproximou-se do ofendido e logo lhe desferiu diversos pontapés, provocando a sua queda da cadeira e, com o pé em cima do peito, ameaçou-o a ele e aos filhos, dando-lhe a entender que poderiam sofrer retaliações se fosse denunciado", descreve a acusação. O homem denunciou os factos e a investigação avançou.

O MP não adianta se os arguidos estão sujeitos a medidas de coação, se permanecem ao serviço ou se foram alvo de procedimento disciplinar na GNR.

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