Ministério contratou 4406 profissionais de saúde durante a pandemia. Só 164 são médicos

Ministra da Saúde assume que os recursos humanos são uma das prioridades para os próximos tempos. Quanto aos médicos, deverão chegar brevemente recém-especialistas às unidades de saúde, uma vez que o concurso se atrasou por causa da pandemia.

Desde o início da pandemia de covid-19, em março, foram contratados 4406 profissionais para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). A maioria são assistentes operacionais (1779) e enfermeiros (1421). Há também mais 164 médicos (3,7% do total) a trabalhar. Já a classe com menor aumento de profissionais é a dos farmacêuticos: foram feitas nove contratações, de acordo com dados do ministério da Saúde, atualizados até à segunda quinzena de setembro.

"Foi apresentado o Plano da Saúde para o Outono-Inverno 2020-21, que tem um conjunto de ações e de medidas que estão a ser realizadas no terreno, mas ele radica também nos profissionais de saúde, sobretudo naqueles que estão afetos ao SNS", começou por dizer a ministra da Saúde, Marta Temido, esta quarta-feira, em conferência de imprensa. Depois defendeu a evolução constante do número líquido de profissionais desde a anterior legislatura.

Segundo dados enviados ao DN pelo gabinete de Marta Temido, durante a pandemia, foram contratados: 1779 assistentes operacionais, 1421 enfermeiros, 491 assistentes técnicos, 421 técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, 164 médicos, 115 técnicos superiores, nove farmacêuticos e cinco informáticos.

Em relação à chegada de novos médicos ao SNS, a ministra da Saúde explicou que nos próximos tempos é esperado um reforço por via de concursos para recém-especialistas, que foram adiados "por força do estado de emergência e do estado de calamidade". A realização da tradicional época de avaliação de candidatos a recém-especialistas em Medicina este ano aconteceu mais tarde e os concursos só começaram já durante o período de férias e ainda se encontram a decorrer.

Portanto, os novos especialistas, este ano, serão "contratados uns meses, umas semanas mais tarde" do que do que habitualmente. No caso da medicina geral e familiar, Marta Temida, acredita que a partir de outubro já chegarão mais médicos às unidades de cuidados primários.

Atualmente, em Portugal há 140 639 profissionais de saúde, sendo que o grupo com maior expressão é o dos enfermeiros (46 894). Entre janeiro e agosto deste ano, o ministério aponta que existem mais 5 216 profissionais.

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