Militar da GNR agredido no Carvoeiro quando tentava acabar com festa

Militar foi agredido com uma garrafa na cabeça e transportado ao hospital onde diz ter sido suturado com quatro pontos.

Um militar da GNR foi agredido, no passado sábado, quando tentava interromper uma festa, em Carvoeiro, no concelho de Lagoa. O militar tentava alertar para o cumprimento do dever de recolhimento obrigatório imposto pelo estado de emergência em vigor.

A notícia foi avançada pelo jornal Sul Informação e confirmada pelo DN esta segunda-feira.

É a segunda agressão a militares da GNR, no concelho de Lagoa, no espaço de uma semana, recorda o jornal.

Fonte do Comando da GNR de Faro adiantou ao Sul Informação que o episódio ocorreu cerca das 20h30 e que foram os vizinhos que chamaram a GNR uma vez que estava a decorrer um churrasco. Um dos dois militares da patrulha foi agredido com "uma garrafa de cerveja na cabeça" e precisou de ser suturado na cabeça.

Tendo em conta a agressão ao militar, foram detidos dois homens, de 22 e 44 anos, pai e filho, por resistência e coação. Foram libertados com termo de identidade e residência. O caso baixou a inquérito no Tribunal de Portimão, adianta o Sul Informação.

No domingo, dia 22 de março, um militar da GNR já tinha sido agredido, também no concelho de Lagoa, por dois jovens que estavam em incumprimento do dever de recolhimento obrigatório.

O militar agredido contou o episódio na sua página de Facebook, um texto só partilhado com amigos da rede social, e onde diz que "é este o agradecimento e respeito que os cidadãos têm para com a autoridade. De salientar que foi uma situação com um grupo de indivíduos que não vale pena revelar a nacionalidade para não causar ódio que mesmo sabendo o estado de emergência e todos os deveres e cuidados que devemos ter para com a pandemia que o mundo está a viver e que ninguém imaginava passar, mesmo assim estariam a fazer uma festa em família como se nada de anormal estivesse a acontecer".

"Levo aqui 4 pontos e uma marca para a vida, felizmente não tenho mulher nem filhos, mas e se tivesse, como seria chegar a casa e verem o pai ou o marido nesta situação", escreve ainda o militar.

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