Governo declara situação de alerta em Portugal Continental

Previsões metereológicas para os próximos dias apontam para um "significativo agravamento do risco de incêndio rural".

O Governo declarou esta quinta-feira a situação de alerta em Portugal Continental devido às previsões meteorológicos para os próximos dias que apontam para um "significativo agravamento do risco de incêndio rural".

O Ministério da Administração Interna (MAI) avança em comunicado que a situação de alerta abrange o período compreendido entre as 00:00 de sexta-feira e as 23:59 de domingo.

"Face às previsões meteorológicas para os próximos dias, que apontam para um significativo agravamento do risco de incêndio rural, os ministros da Administração Interna e do Ambiente e Ação Climática assinaram esta quinta-feira o despacho que determina a declaração da situação de alerta em todo o território do Continente", precisa o MAI.

Mais de uma centena de concelhos de 14 distritos de Portugal continental apresentam esta quinta-feira um risco máximo de incêndio, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Em risco máximo estão mais de 100 concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Bragança, Viseu, Aveiro, Guarda, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro.

Segundo a ANEPC, estão previstos para os próximos dias uma subida gradual da temperatura máxima, noites tropicais, baixa humidade relativa do ar e vento fraco a moderado.

No aviso à população, a ANEPC recorda que, até 30 setembro, é proibido fazer queimas e queimadas, usar fogareiros e grelhadores em todo o espaço rural, fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais, lançar balões de mecha acesa e foguetes e fogo-de-artifício.

A Proteção Civil refere ainda que é proibido fumigar ou desinfestar apiários e usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores nos dias de risco máximo de incêndio.

Fogo dominado em Ponte de Lima

O incêndio que teve início às 00:57 em Poiares, no concelho de Ponte de Lima, foi dado como dominado cerca das 17:00, informou hoje à Lusa o segundo comandante da proteção civil distrital, Paulo Barreiros.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Barreiros explicou que as chamas "não causaram danos humanos nem materiais", sendo que, "por precaução, cerca das 11:30, 10 pessoas, residentes no lugar de Carreiras, foram deslocadas das suas habitações, tendo regresso cerca de meia hora depois".

Paulo Barreiros adiantou que "o calor intenso que se faz sentir foi a principal dificuldade que os bombeiros enfrentaram no combate ao fogo que se propagou de forma rápida e forte".

O segundo Comandante Operacional Distrital da Proteção Civil (CODIS) de Viana do Castelo acrescentou "tratar-se do terceiro incêndio de grandes proporções a deflagrar em Ponte de Lima, durante a noite e madrugada".

No local, segundo Paulo Barreiros, permanecem 137 operacionais e 53 viaturas.

Ao início da tarde, o comandante dos Bombeiros de Ponte de Lima, Carlos Lima, informou ter sido preparado um plano para a eventual evacuação de aldeias situadas no percurso das três frentes ativas do incêndio.

Pelas 14:45, e de acordo com a página da Internet da Proteção Civil, aquele incêndio estava a ser combatido por oito meios aéreos, para além de 131 homens e 39 viaturas.

Durante a manhã desta quinta-feira, cinco meios aéreos, quatro pesados e um de coordenação, estiveram a combater um incêndio que começou às 00:58, em Poiares, Ponte de Lima, passando de manhã para Carvoeiro, em Viana do Castelo, disse a proteção civil.

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