Drone da Força Aérea cai na zona de Beja. É o segundo desde setembro

O drone que estava num voo de teste a operar a partir de base de Beja caiu a 25 quilómetros da cidade, sem provocar estragos. A Força Aérea diz que foi uma "aterragem forçada" e suspendeu os voos

Um drone da Força Aérea que estava a voar a partir da base de Beja caiu quando realizava, alegadamente, um voo de teste. Este era um dos 12 drones que a Força Aérea Portuguesa (FAP) adquiriu por 4,5 milhões de euros para a vigilância florestal, durante o período crítico de incêndios.

De acordo com a última informação da FAP apenas quatro destes drones estavam operacionais, devido a "dificuldades de ordem técnica".

Fonte oficial da empresa UAVision, que vendeu as aeronaves, esclareceu o DN que a aeronave envolvida não é um drone VTOL (vertical take-off and landing) - com capacidade de aterrar e levantar verticalmente - cuja validação tem sido demorada. Foram adquiridos seis e nenhum está ainda operacional. O DN tinha pedido a mesma informação à FAP, mas não tinha obtido resposta.

De acordo com um registo de voo desta quinta-feira, a que o DN teve acesso, e que pode ser visto nesta ligação, uma aeronave, que partiu da base de Beja, começou a perder altitude no regresso, a cerca de 23 quilómetros, perto da estrada nacional 2, a oeste da barragem de Odivelas, a sul do Torrão. Eram cerca de 15h30 desta quinta-feira.

O mesmo porta-voz da empresa informou ainda o DN que este drone não era o mesmo que caiu em setembro em Alcácer do Sal.

Em comunicado, a Força Aérea diz que "uma aeronave não tripulada numa missão de treino e a operar a partir da Base Aérea N.º 11, em Beja, realizou esta tarde uma aterragem forçada junto à Barragem de Odivelas, não tendo colocado em risco população ou habitações".

A FAP acrescenta que "este voo, inserido nos voos de certificação e validação dos requisitos operacionais do UAS de configuração de asa fixa, tinha como objetivos testar os parâmetros de precisão do sistema de navegação e efetuar um teste à endurance da aeronave. No decorrer do mesmo, verificou-se uma falha no sistema de propulsão, que levou à interrupção da missão, obrigando à identificação de uma zona desabitada para efetuar a aterragem forçada".

as circunstâncias em que esta ocorreu estão sob investigação da Comissão Central de Investigação (COCINV) da Força Aérea e as operações destas aeronaves suspensas"

A FAP afirma que "as circunstâncias em que esta ocorreu estão sob investigação da Comissão Central de Investigação (COCINV) da Força Aérea e as operações destas aeronaves suspensas".

Confrontada pelo DN com o registo de voo, a FAP não responde se se trata do mesmo do drone acidentado.

Este registo mostra um trajeto original com a designação "UAFAP - 2020" desenhada no céu. "UA" será a abreviatura da empresa UAVision.

É a segunda vez que um drone que está a operar a partir de Beja, tem problemas. Em setembro, uma destas aeronaves fez uma aterragem forçada na zona de Alcácer do Sal.

No passado dia sete de outubro, a FAP divulgou que um drone VTOL tinha realizado com sucesso um voo noturno a partir da base de Beja.

Atualizada às 20h com a informação da UAVision.

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