DGS reduz período de isolamento de 14 para dez dias em casos ligeiros ou assintomáticos

Norma foi atualizada esta quarta-feira, mas medida não se aplica a pessoas imunodeprimidas e a doentes graves.

A Direção-Geral da Saúde atualizou, esta quarta-feira, a norma sobre a "Abordagem do Doente com Suspeita ou Infeção por SARS-CoV-2". No documento é possível ler que um caso ligeiro ou mesmo um assintomático vão poder passar a fazer um isolamento de dez dias, em vez dos 14 atualmente em vigor.

Isto desde que o doente não tenha estado a tomar medicamentos para a febre e que apresente uma evolução positiva dos sintomas nos três dias que antecedem ao fim do isolamento.

"Para os doentes com covid-19 assintomática, isto é, pessoas sem qualquer manifestação clínica de doença à data do diagnóstico laboratorial e até ao final do seguimento clínico, o fim das medidas de isolamento é determinado 10 dias após a realização do teste laboratorial que estabeleceu o diagnóstico de covid-19", aponta a norma da DGS.

A exceção são os doentes imunodeprimidos, que farão, tal como os doentes graves, 20 dias de isolamento, desde o início dos primeiros sintomas.

Nas situações acima descritas o período de isolamento termina sem a necessidade de realização de um teste de rastreio à covid negativo. Este procedimento é exigido apenas aos profissionais de saúde e prestadores de cuidados, a doentes vulneráveis, a utentes de lares ou em internamento hospitalar, refere a orientação da DGS.

A revisão desta norma já tinha sido admitida pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa no dia 16 de setembro, na sequência de notícias vindas de outros países, como em França, onde já se procedeu à redução do período de isolamento para estes casos.

"Há algum consenso à volta do 10.º dia, sobretudo para os doentes seria uma ótima notícia", disse, na altura, Graça Freitas.

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