Detidos mais três suspeitos no caso do homicídio de Luís Giovani

A Polícia Judiciária deteve mais três homens, com idades entre os 24 e os 32 anos, por suspeitas de estarem envolvidos na morte do estudante cabo-verdiano em dezembro. Há outros cinco suspeitos em prisão preventiva desde janeiro.

Mais três suspeitos de estarem envolvidos na morte do estudante cabo-verdiano Luís Giovani foram detidos pela Polícia Judiciária. São homens com idades entre os 22 e os 34 anos e ainda vão ser presentes esta segunda-feira a um juiz. São assim oito os detidos neste caso - em janeiro tinham sido detidos cinco suspeitos que se encontram em prisão preventiva.

O estudante cabo-verdiano Luís Giovani, 21 anos, foi encontrado sozinho caído numa rua em Bragança em 21 de dezembro e acabou por morrer 10 dias depois, num hospital do Porto. Terá sido agredido por um grupo de indivíduos por motivos fúteis, tendo as autoridades descartado que tenha havido qualquer motivação racial.

Sobre estas três novas detenções, ocorridas seis meses depois, a PJ não adianta pormenores. "A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, após diligências de investigação que vem realizando desde o conhecimento da morte, no dia 31 de dezembro de 2019, do jovem estudante Luís Giovani Rodrigues, procedeu à detenção de mais três homens suspeitos de estarem envolvidos nos acontecimentos que determinaram a morte daquele", diz o comunicado.

A PJ recorda que "já havia procedido à detenção, no passado dia 16 de janeiro de 2020, de cinco homens, com idades entre os 22 e os 35 anos."

Na altura, o Tribunal de Bragança decretou a prisão preventiva destes cinco suspeitos considerado a existência de fortes indícios da prática, por cada um dos arguidos, em coautoria material e concurso real, de quatro crimes de homicídio qualificado, um dos quais consumado, sendo dele vítima Luís Giovani Rodrigues, e os restantes três na forma tentada", relativos às agressões aos outros três elementos do grupo de cabo-verdianos.

Em janeiro, ao comunicar esta decisão, o tribunal revelou que não foi "apurado qualquer indício no sentido de os factos praticados pelos arguidos terem sido determinados por ódio racial ou gerado pela cor, origem étnica ou nacionalidade das vítimas". A prisão preventiva foi ditada pela "especial censurabilidade que, nesta fase indiciária, justifica a qualificação dos crimes assenta na circunstância de os arguidos terem sido determinados nas suas ações por motivo fútil e ainda por atuarem em grupo".

O caso levou a PJ a emprenhar-se na sua resolução após dúvidas sobre a motivação do crime, com questões de racismo a serem levantadas na redes sociais. O diretor nacional da PJ foi a Vila Real participar na conferência de imprensa, em janeiro, em que foi anunciada a detenção dos cinco suspeitos. "Contrariamente ao que foi veiculado em termos de redes sociais, não se trata de um crime entre nacionais de um país ou de outro, entre raças. Não se trata nada disso. Trata-se de um crime cometido por gente violenta, num determinado contexto", esclareceu então Luís Neves

Luís Giovani tinha chegado à região há pouco mais de um mês para estudar na escola de Mirandela do Instituto Politécnico de Bragança. Naquela noite de dezembro de 2019 estava com um grupo de outros cabo-verdianos quando se deu o desentendimento com outro grupo de indivíduos no interior de um bar. Depois, na via pública, ocorreram as agressões que culminaram com a morte do cabo-verdiano.

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