Oito detidos em esquema de fraude com cartas de condução que envolve 8 mil pessoas

Detidos oito indivíduos suspeitos de associação criminosa, corrupção, falsificação de documentos, evasão fiscal e branqueamento de capitais.

Um esquema de falsificação de documentos no âmbito de processos de revalidação de cartas de condução automóvel terá beneficiado aproximadamente oito mil pessoas, informou esta quarta-feira a Polícia Judiciária (PJ), através do Departamento de Investigação Criminal da Guarda.

A PJ informou que identificou e deteve "oito indivíduos suspeitos de integrarem uma associação criminosa, responsável pela prática de crimes de corrupção no setor privado, falsificação de documentos e outros ilícitos", que produziam "falsos atestados médicos e/ou certificados de aptidão física e mental, sem prévia consulta de avaliação pessoal".

De acordo com a PJ, as detenções ocorreram na sequência de cerca de 30 buscas, no desenvolvimento de uma vasta investigação criminal que contou com a participação da Ordem dos Médicos.

Neste âmbito, "foram já identificados milhares de condutores, três escolas de condução, quatro estabelecimentos comerciais, que também prestam diversos serviços especializados, designadamente como intermediários junto do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), e, pelo menos, dois médicos, com aqueles conluiados, todos maioritariamente residentes e sedeados nos concelhos do Fundão, Covilhã, Castelo Branco e Idanha-a-Nova.

Além das oito detenções, foram já identificadas e constituídas arguidas cerca de 400 pessoas.

A operação, denominada Consulta Zero, "permitiu a apreensão de relevantes elementos de prova, contou com a presença de, aproximadamente, 50 operacionais da Polícia Judiciária, incluindo vários Peritos das Unidades Nacionais de Perícia Financeira e Contabilística, de Tecnologia Informática e do Laboratório de Polícia Científica".

Os detidos, sete homens e uma mulher, com idades entre os 42 e os 74 anos, vão agora ser presentes às competentes autoridades judiciárias, tendo em vista a promoção dos respetivos interrogatórios judiciais e eventual submissão a medidas de coação.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG