Direita quer derrubar Costa com a pandemia

A nossa direita, miguelista e caceteira, como lhe costumo chamar, quer derrubar António Costa e seu Governo com as desgraças da pandemia, utilizando os poderosos meios de comunicação de que dispõe, nomeadamente as televisões.

Em política não vale tudo, disse, recentemente, o Presidente Marcelo, mas a realidade é bem outra, mesmo oposta. Sem escrúpulos nem pudor, a direita portuguesa, seja com o número de casos da pandemia, com o que se passa nos hospitais ou ainda com a estratégia de combate, pinta o país com as cores mais negras possíveis, para pôr em causa a competência e eficácia dos socialistas.

Aliada à campanha intensa dos meios de comunicação, bem identificáveis, os políticos mais conservadores assumem posições maximalistas de crítica, procurando demonstrar, também eles, que a governação do PS não serve ao país. É a política da terra queimada - quanto pior melhor!

O comportamento da nossa direita evidencia a sua falta de carácter e de princípios. Como é possível dizer tanto mal do nosso país, pô-lo pelas ruas da amargura, só para tentar chegar ao poder, afastando os que lá estão?

Na busca de crise política que sirva os seus interesses, mormente com o chumbo do Orçamento para 2022, provocando eleições antecipadas, a direita e extrema-direita vão tentando desgastar o PS a lume brando, tornando-o presa fácil em próximo acto eleitoral.

Não cremos, porém, que PSD, CDS e Chega consigam, de forma alguma, alcançar os seus perversos objectivos. A coabitação Costa-Marcelo é muito forte e o Presidente tem reiterado o seu apoio ao Governo nesta fase bastante crítica da pandemia. Se Soares era fixe, Marcelo também é!

Acresce que o nosso Presidente deseja que a legislatura chegue até ao fim, com o apoio da esquerda, e, como se costuma dizer, contra factos não há argumentos.

A esquerda também não irá trocar o PS pela direita, muito pior, sem dúvida, e não vai alinhar no cenário de eleições antecipadas, chumbando o Orçamento. 0 próprio Marcelo mostra-se convicto da aprovação do OE-2022.

A cruzada da direita contra Costa não surtirá, assim, qualquer efeito. É um tiro de pólvora seca. O que provoca é a deterioração da imagem externa de Portugal, afastando quem nos queira procurar e causando danos, porventura irreparáveis, na indústria turística, fundamental para nós.

A oposição não olha aos meios para atingir os fins. Ávida de poder, como o prova Rui Rio à saciedade, esquece-se de uma regra de ouro da política: tão bem se serve o país no Governo, como na Oposição!

A mexicanização do país, a acontecer, será por culpa exclusiva dela. Quer demonstrar que o PS é incapaz, mas a sua incapacidade é que se torna evidente. Chama-se a isto, em linguagem popular, ir buscar lã e sair tosquiada.

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