Dia Internacional da Saúde da Mulher

O dia 28 de maio foi declarado em 1987 como o Dia Internacional da Saúde da Mulher.

O principal objetivo deste dia é consciencializar para as questões relacionadas com o bem-estar da mulher, como a Saúde e os Direitos Sexuais e Reprodutivos.

A saúde da mulher refere-se ao ramo da Medicina que se concentra no tratamento e diagnóstico de doenças e condições que afetam o bem-estar físico e emocional da mulher.

Mesmo antes da pandemia (numa pesquisa de 2015), 78% das mulheres afirmaram que adiavam cuidar da sua própria saúde por estarem muito ocupadas a cuidar dos seus familiares.

Além disso, e de acordo com dados da ONU, as mulheres foram significativamente mais afetadas pelo impacto da pandemia Sars-Cov-2 do que os homens.

Este impacto ocorreu a diversos níveis, e teve repercussões mais significativas nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Para muitas famílias, o encerramento de escolas e as medidas de distanciamento social aumentaram os cuidados não remunerados e a carga doméstica das mulheres em casa. Os aumentos da violência doméstica, do desemprego ou de empregos precários, o aumento das desigualdades salariais e outros fatores, contribuíram para o acentuar das, já existentes, discrepâncias entre os géneros.

Com os sistemas de saúde sobrecarregados e os recursos humanos realocados para responder à pandemia, os impactos na saúde foram devastadores, e só serão realmente conhecidos no decurso dos próximos anos.

O agravamento da inacessibilidade aos cuidados de saúde, a redução acentuada dos rastreios, a redução acentuada da atividade assistencial e da atividade cirúrgica programada para as patologias não Covid-19, os sucessivos confinamentos, o medo das pessoas de serem infetadas ao visitar unidades de saúde, são alguns dos fatores que contribuíram para colocar as pessoas em risco e impedir que fossem diagnosticadas e tratadas para doenças e mortes evitáveis.

Apesar de ainda não estar ultrapassada esta crise pandémica, chegou agora o tempo de lidarmos com a recuperação e aproveitar a oportunidade para a reestruturação dos sistemas de saúde por forma a garantir uma melhoria da qualidade da prestação dos serviços oferecidos aos nossos utentes.

Enquanto isso, e apesar de cada mulher ter necessidades específicas quanto à sua saúde e ao seu bem-estar, existem algumas recomendações gerais importantes para melhorar a qualidade de vida.

A alimentação saudável é parte fundamental da saúde feminina, bem assim como a prática de exercício físico. Fazer um check-up é indispensável para diagnosticar doenças de forma precoce e receber as orientações corretas. Pelo menos uma vez por ano, é preciso realizar exames importantes, como a mamografia ou o teste de Papanicolau. A frequência pode ser menor ou maior, dependendo da idade, da história familiar e de outros fatores de risco. Consulte e informe-se com o seu ginecologista.

Mulheres saudáveis são o pilar de sociedades e economias saudáveis.

Diretor do Serviço de Ginecologia do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF)

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