A Primavera da covid-19

Neste ano, a Primavera não será política, porque já a temos desde 2015, ano-mãe da 'geringonça', mas sim da Covid-19. As restrições devem acabar em fins de Março, segundo disse o Presidente Marcelo, e há esperança de termos também um tempo primaveril no que à pandemia concerne.

As questões de saúde são, por vezes, incontroláveis, mas estou convencido de que, ultrapassada esta fase bastante crítica que atravessamos, podemos encarar o futuro com mais optimismo.

A pandemia não dura uma eternidade, disse o primeiro-ministro, em recente entrevista à TVI. A vacinação - a questão das prioridades está longe de ser a principal - deverá começar a surtir os seus efeitos, até porque a Pfizer é um laboratório de confiança e prestígio.

António Costa quer 70 por cento da população portuguesa vacinada até ao final do Verão. A rentrée não deverá ser, assim, só política, mas também de boa saúde para os portugueses.

Apontei alguns erros na gestão da pandemia, em artigos anteriores no DN, se bem que tenha ressalvado que, em minha opinião, a direita não faria melhor. Isto porque a política de austeridade em que o PSD e o CDS são tão pródigos, para não falar do Chega, agravaria, ainda mais, as dificuldades, por que todos passamos. Além de que os especialistas ouvidos seriam, necessariamente, os mesmos.

A superação da pandemia não se tem apresentado fácil. Toda a Europa está ainda a braços com ela. O vírus é muito recente e há pouca terapêutica sobre ele. Fala-se, também agora, além da vacina, de um medicamento, que resultaria quase a cem por cento dos casos. Mas o Mundo vencerá! Nada é eterno. E nada está escrito, como disse Lawrence da Arábia, representado por Peter ÓToole, num filme que perdurará para sempre na memória dos que o viram - e não foram poucos.

Não creio que algo, como a pandemia, no caso vertente, que provoque mais de dois milhões de mortos possa ter origem fortuita, ser obra do acaso. Penso que houve intenção deliberada da China em propagar o vírus, tendo em vista o enfraquecimento do Ocidente, tornando-o presa fácil dos seus desígnios expansionistas. A ideologia da China é bem diferente da dos países ocidentais.

Na Europa e nos EUA, registaram-se 80 por cento dos casos, o que só pode corroborar o que afirmo. Oxalá a China fosse inocente, mas tenho sérias dúvidas que assim seja. Que não certezas, obviamente. Certo é que depois da pandemia, Portugal terá que enfrentar a crise económica e social que ela provocou. E, mais uma vez, a receita da esquerda é, sem dúvida, e quanto a mim, preferível à da direita. Tem mais humanismo.

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