Autor do ataque em Londres esteve preso por terrorismo e usava pulseira eletrónica

Media britânicos avançam que o presumível terrorista que esta sexta-feira matou duas pessoas e feriu três com uma arma branca na Ponte de Londres utilizava pulseira eletrónica

O autor do ataque, Usman Khan, de 28 anos que esta sexta-feira fez dois mortos e três feridos perto da Ponte de Londres utilizava pulseira eletrónica desde que deixou a prisão após ter estado detido por crimes relacionados com terrorismo, avança o The Guardian .

Segundo o jortal britânico, o presumível atacante era conhecido pelas autoridades do serviço britânico de informações de segurança interna (MI5) devido a essa condenação. No entanto, a comissária chefe da polícia de Londres, Cressida Dick, tinha recusado dizer se o suspeito era ou não conhecido das autoridades.

O suspeito esfaqueou várias pessoas na Ponte de Londres, tendo sido depois abatido pela polícia, que está a investigar o caso como um ataque terrorista. "Vamos trabalhar tão rápido quanto possível para tentarmos compreender quem é este homem, de onde vem e se há mais alguém envolvido", declarou a comissária numa intervenção em frente da sede da Scotland Yard. A dirigente reafirmou o agradecimento das autoridades aos cidadãos que "ajudaram" a polícia com "extraordinária coragem".

O ataque começou num edifício numa das extremidades da ponte, conhecido como Fishmongers' Hall, detalhou Cressida Cick, que acrescentou estarem ainda em curso investigações para determinar as motivações do terrorista e se há outras pessoas envolvidas na ação.

Nas imagens dos momentos posteriores ao ataque veem-se pessoas à civil a imobilizar no solo um indivíduo na ponte de Londres, antes dos agentes de segurança abaterem o suspeito, que utilizava um colete de explosivos falso. A comissária da polícia pediu aos cidadãos que disponham de imagens do ataque que contactem as forças de segurança.

Entretanto, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido emitiu um comunicado em que revela que um dos feridos está em "estado crítico mas estável", outro em "condição estável", enquanto a terceira pessoa "tem lesões menos graves".

Em Downing Street, o primeiro-ministro britânico assegurou que "qualquer pessoa que esteja envolvida neste crime, nestes ataques, vai ser perseguida e levada à justiça". Boris Johnson afirmou que, apesar de estarem a decorrer investigações, o incidente está, aparentemente, contido. Ainda assim apelou à população para estar vigilante.

Nas redes sociais, os homens que não hesitaram em pôr em risco a própria vida para evitar que o atacante provocasse ainda mais vítimas estão a ser saudados como "heróis". Mas a sua coragem também foi saudada tanto pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, como pelo mayor de Londres, Sadiq Kahn. No momento do ataque, o homem usava um colete de explosivos, que se revelou ser falso. Mas isso estes homens que o dominaram não sabiam ainda.

Usman Khan era um dos nove membros de um grupo terrorista inspirado na Al Qaeda condenado por conspirar para fazer explodir a Bolsa de Valores de Londres e também para construir um campo de treino de terroristas no Paquistão. O plano de foi desmantelado pelo MI5 e pela polícia local. Ele também é considerado um defensor do al-Muhijaroun, um grupo extremista que envolve dezenas de terroristas, segundo o grupo anti-extremismo Hope Not Hate.

O atacante da Ponte de Londres recebeu inicialmente uma sentença com pelo menos oito anos de prisão, em fevereiro de 2012, que foi substituída por outra de 16 anos pelo tribunal de apelação em 2013. Khan cumpriu o seu primeiro ano de sentença em prisão preventiva e passou sete anos atrás das grades após a sentença, antes de ser libertado a menos de metade do tempo, em dezembro de 2018. Morava atualmente em Staffordshire.

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