Suécia vai alargar testes para que ninguém fique em casa inutilmente

A Suécia anunciou que vai alargar os testes ao novo coronavírus a todas as pessoas com sintomas moderados e aumentar os testes disponíveis para os trabalhadores considerados essenciais, para que ninguém fique em casa inutilmente.

As autoridades suecas têm apelado às pessoas que tenham sintomas relacionados com a covid-19 que fiquem em casa, mas, se a situação se prolonga, essas pessoas devem saber quando podem voltar ao trabalho, explicou a ministra da Saúde, Lena Hallengren, citada pela agência AFP.

"Não podemos ter uma situação em que as pessoas ficam em casa ao mais pequeno sintoma se não têm necessidade de ficar", disse a ministra.

Até meados de abril, as autoridades suecas apenas faziam testes de despistagem do vírus SARS-CoV-2 aos doentes hospitalizados e ao pessoal de saúde.

Desde então, as autoridades têm vindo a alargar os testes às pessoas com profissões consideradas essenciais ao país, como polícias e bombeiros, para que os que tiveram sintomas possam regressar ao trabalho mais rapidamente.

O Governo anunciou, também em meados de abril, querer fazer uma despistagem da população em larga escala, esperando poder fazer testes a 100.000 pessoas por semana, meta que ainda não foi atingida.

Na semana passada, foram realizados 32.000 testes.

"Temos a capacidade para fazer testes, mas ainda há dificuldades com a logística que envolvem", disse a coordenadora nacional, Harriet Wallberg.

Ao contrário da generalidade dos países, a Suécia adotou medidas menos restritivas face à pandemia provocada pelo novo vírus, o que suscitou críticas tanto no país como no estrangeiro.

A estratégia sueca focou-se no isolamento de grupos de risco e no apelo à responsabilidade individual dos cidadãos, não tendo sido ordenado o confinamento da população nem o encerramento de escolas, restaurantes, cafés ou bares.

Os dados de hoje indicam que a Suécia regista, desde o início da pandemia associada à covid-19, 3.743 mortes num total de 30.800 casos de infeção.

Os números suecos são bastante superiores aos registados nos países vizinhos.

Segundo o 'site' de recolha de dados estatísticos Worldometer, a Suécia registava até hoje 371 mortes associadas à covid-19 por milhão de habitantes, enquanto na Dinamarca eram 95, na Finlândia 54 e na Noruega 43.

Portugal, que tem uma população semelhante à da Suécia, regista, segundo o mesmo 'site', 122 mortes por milhão de habitantes.

Surgido em dezembro na China, o SARS-CoV-2 já infetou 4,8 milhões de pessoas em todo o mundo, mais de 318 mil das quais morreram, segundo um balanço de hoje da agência AFP.

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