Submarino nuclear dos EUA atravessa estreito de Ormuz em demonstração de força

Passagem do submarino ocorre quando se aproxima o aniversário da morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto por um drone norte-americano

Um submarino nuclear dos EUA atravessou esta segunda-feira o estreito de Ormuz em nova demonstração de força dirigida ao Irão, quando se aproxima o aniversário da morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto por um drone [aparelho aéreo não-tripulado] norte-americano.

O USS Georgia pode ser equipado com 154 mísseis cruzeiro Tomahawk e transportar 66 soldados de forças especiais, anunciou a Marinha dos EUA em comunicado, que normalmente não revela a presença dos seus submersíveis no mundo.

O comunicado de imprensa é ilustrado com fotografias que mostram o USS Georgia na superfície, escoltado pelos couraçados USS Port Royal e USS Philippine Sea, neste estratégico estreito que o Irão ameaça bloquear regularmente.

A presença nessa região do submarino, "demonstra o compromisso dos EUA em garantir a segurança das rotas marítimas através de um amplo leque de capacidades que lhes permitem permanecer prontos para se defenderem de um ataque a qualquer momento", prosseguiu a Marinha norte-americana.

Responsáveis militares norte-americanos temem um ataque iraniano para vingar o poderoso general iraniano Qassem Soleimani, assassinado em 03 de janeiro de 2020, num ataque de um drone dos EUA perto do aeroporto de Bagdade.

Em entrevista telefónica com alguns repórteres no domingo, o chefe das forças norte-americanas no Médio Oriente, o general Frank Mckenzie, advertiu que os EUA estão "prontos para responder" se o Irão atacar.

Este aniversário vai coincidir com a redução dos efetivos militares norte-americanos no Iraque, e o Pentágono multiplicou as demonstrações de força nas últimas semanas para dissuadir os adversários de Washington.

Dois bombardeiros norte-americanos B-52, capazes de transportar armas nucleares, sobrevoaram a região do Golfo em 10 de dezembro e o porta-aviões USS Nimitz cruzou a zona do Golfo no final de novembro.

No domingo, vários morteiros atingiram a embaixada norte-americana em Bagdade, causando danos materiais, mas sem causar vítimas.

O ataque é o terceiro contra instalações militares e diplomáticas dos EUA desde que uma trégua de outubro com fações iraquianas pró-Irão encerrou um ano de ataques a instalações estrangeiras em todo o Iraque.

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