Seis feridos e 13 detidos em manifestações de extrema-direita em Portland

Os protestos juntaram cerca de 1.200 pessoas no centro da cidade e obrigaram as autoridades a declarar a ocorrência de "distúrbios civis" para controlar os manifestantes

Foi a maior manifestação de extrema-direita da era Trump e juntou 1200 pessoas, este sábado, na cidade de Portland. O protesto, que tinha como mote combater o "terrorismo doméstico", foi organizado por líderes dos Proud Boys - uma organização neofascista de extrema-direita - e teve episódios de violência ao final do dia, quando em resposta ao grupo antifascista, a organização de grupos de esquerda antifascistas Antifa realizou uma contramanifestação.

Os protestos no centro da cidade obrigaram as autoridades a declarar a ocorrência de "distúrbios civis" para controlar os manifestantes, disse a chefe da polícia de Portland, Danielle Outlaw, em conferência de imprensa.

"Os agentes efetuaram pelo menos 13 detenções", indicou a responsável, acrescentando terem sido registados seis feridos ligeiros, não relacionados com a ação policial.

Os detidos podem ser acusados de conduta desordeira, interferência com o trabalho policial, resistência à detenção, posse de arma em parque e uso ilegal de arma, afirmou Outlaw.

Trump quer denominar grupo de esquerda uma "organização do terror"

A responsável disse que os manifestantes começaram a concentrar-se no centro da cidade, na manhã de sábado, tendo as autoridades declarado a situação um "distúrbio civil" pelas 16:15 (00:15 de hoje em Lisboa), devido a informações sobre confrontos entre manifestantes.

Durante o dia, a polícia disse ter apreendido vários objetos usados como armas, incluindo escudos, barras de metal e bastões de madeira, e armas como facas e uma pistola paralisante.

Na mesma conferência de imprensa, o autarca de Portland, Ted Wheeler, destacou que as autoridades da cidade, que recebeu o apoio de localidades vizinhas, estatais e federais, estavam "preparadas para o pior cenário".

Na rede social Twitter, o Presidente dos Estados Unidos escreveu que Portland estava "a ser observada de muito perto".

"Esperemos que o responsável [Wheeler] possa fazer o seu trabalho corretamente", disse Donald Trump, acrescentando estar a considerar nomear o grupo Antifa uma "organização do terror".

À CNN, o presidente da câmara de Portland, Ted Wheeler, reagiu ao tweet de Trump: "Francamente, não é útil. Esta é uma situação potencialmente perigosa e volátil, e adicionar este ruído não faz nada para apoiar ou ajudar os esforços que estão a ser feitos em Portland", disse o autarca.

As autoridades estavam em alerta para evitar que os protestos se tornassem violentos, como em agosto de 2017, quando um atacante lançou o veículo contra manifestantes em Charlottesville (Virgínia), causando um morto e dezenas de feridos.

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