Norte-americanos presos na Colômbia por venderem líxivia como cura para a covid-19

Mark Grenon e o seu filho, Joseph Grenon, foram presos pelas autoridade colombianas por terem vendido um desinfetante que era uma suposta solução milagrosa para a cura da covid-19. A substância que Donald Trump mencionou, em abril, como possível cura para o vírus.

O autointitulado "arcebispo" de uma suposta igreja no estado da Florida que vendia desinfetante como "cura milagrosa" para o novo coronavírus foi preso, juntamente com o seu filho, na Colômbia - onde aguardam a extradição para os Estados Unidos

Num vídeo publicado na rede social Twitter pode ver-se os norte-americanos a serem presos pelo polícia colombiana. A Procuradoria-Geral do país informou que pôs os detidos em custódia pela suspeita de venderem uma "cura milagrosa" que pode ter causado a morte a sete cidadãos norte-americanos, explica o jornal britânico The Guardian.

A detenção ocorre cerca de um mês depois de o alegado "arcebispo" e três dos seus filhos terem sido multados pelas autoridades federais na Florida por estarem a comercializar uma substância não aprovada por médicos e que serviria para curar do novo coronavírus.

A substância, dióxido de cloro, é uma lixívia forte usada sobretudo na indústria têxtil. Mark Grenon e a sua família comercializavam-na como "solução milagrosa" e que diluída podia curar várias doenças: cancro, VIH, autismo e covid-19.

Em abril, e segundo o jornal inglês, Mark Grenon escreveu a Donald Trump para o presidente divulgar o seu produto.

Dias mais tarde, o presidente norte-americano, na sua comunicação diária sobre a covid-19, falou sobre uma substância injetada no corpo humano que poderia combater o novo coronavírus.


Entretanto, as autoridades sanitárias norte-americanas proibiram Mark Grenon de vender a substância, tendo feito uma comunicação pública a apelar para que a substância ou produtos similares não fossem ingeridos por ninguém.

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