Homem negro foi morto a tiro pela polícia de Los Angeles

Começou com uma infração de trânsito e uma tentativa de detenção. O homem negro, com cerca de 30 anos, acabou baleado mortalmente. Os protestos foram imediatos nas ruas de Los Angeles.

Um homem negro foi morto a tiro na segunda-feira em Los Angeles pela polícia, que afirma que a vítima tinha uma arma que lançou fora durante a operação em que os agentes procuravam deter o homem. Os protestos foram imediatos, num clima geral de tensão e desconfiança em relação às forças de ordem, após vários casos de violência policial contra afro-americanos.

De "cerca de trinta anos", o homem - identificado pelo movimento Black Lives Matter Los Angeles como Dijon Kizzee - andava de bicicleta na tarde de segunda-feira quando agentes da polícia tentaram detê-lo por uma infração de trânsito, disse em conferência de imprensa o tenente Brandon Dean do gabinete do xerife do condado de Los Angeles.

Segundo as autoridades, o homem "fugiu a correr" deixando a bicicleta para trás e, quando os policias conseguiram prendê-lo, agrediu um deles no rosto. Nesse momento, deixou cair várias peças de roupa que levava.

"Os agentes notaram que junto com a pilha de roupas havia uma pistola semiautomática preta", acrescentou Dean.

Esse foi o momento em que os agentes dispararam. O homem, alvejado por várias balas, morreu no local.

As autoridades não especificaram se o homem estava a procurar a arma quando foi alvejado. O tenente Dean informou que foi aberta uma investigação sobre o caso e não confirmou o número de disparos. Apenas disse ser "impreciso" que tenham sido mais de 20 como tem sido referido nos Estados Unidos.

Segundo a imprensa local, quase 100 pessoas reuniram-se no local na noite de segunda-feira para exigir justiça. Os protestos estenderam-se até ao gabinete do xerife.

Os Estados Unidos têm sido palco de uma onda de protestos antirracistas após a morte de George Floyd em maio, um homem negro sufocado pelos joelhos de um policia branco em Minneapolis.

As manifestações voltaram a ganhar força na semana passada depois de outro policia branco disparar sete vezes à queima-roupa contra um homem negro, Jacob Blake, em Kenosha, Wisconsin.

O presidente Donald Trump, que nesta terça-feira visita a pequena cidade, não planeia encontrar-se com a família de Jacob Blake, que ficou paraplégico devido a este novo aparente caso de abuso policial.

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