Herdeiro da Red Bull procurado pela Interpol por matar polícia

Herdeiro nunca enfrentou a justiça e está desaparecido desde abril

A Interpol emitiu esta segunda-feira um mandado de captura internacional em nome do herdeiro da Red Bull, acusado de ter matado um polícia em Banguecoque, capital da Tailândia, em 2012. Vorayuth Yoovidhya é neto do cocriador da famosa bebida energética e há cinco anos que é procurado pela justiça tailandesa.

O homem, de 32 anos, é suspeito de ter atropelado um polícia de trânsito que estava de mota em setembro de 2012. O polícia ficou preso debaixo do carro e foi arrastado durante vários metros.

Segundo a Forbes, a polícia colocou no mesmo dia Yoovidhya como principal suspeito do homicídio pois havia um rasto de líquido dos travões do Ferrari preto do herdeiro desde a cena do crime até à casa do mesmo.

Contudo, Yoovidhya nunca enfrentou a justiça pois sempre faltou às audiências em tribunal. Em abril deste ano, o herdeiro viajou para a Singapura num jato privado, pouco antes de a justiça tailandesa emitir um mandado de prisão em seu nome e apreender o seu passaporte. Desde então que o paradeiro de Yoovidhya é desconhecido.

O caso tem provocado revolta na Tailândia, onde o público critica a impunidade dos ricos. Yoovidhya continua a viver uma vida de luxo, como mostra nas redes sociais. O homem publica fotografias em jatos privados, a fazer snowboard no Japão, em discotecas em Londres, e em corridas de Formula 1, por exemplo.

A família Yoovidhya é a quarta mais rica da Tailândia, com uma fortuna avaliada em 12,5 mil milhões de dólares, segundo a Forbes, o equivalente a 10,5 mil milhões de euros.

A Interpol emitiu um aviso vermelho que chegou aos 190 países membros, o que quer dizer que Vorayuth Yoovidhya deverá ser preso pelas autoridades de qualquer um destes países e extraditado para a Tailândia, segundo a AP.

Alguns dos crimes pelos quais Yoovidhya poderia ter sido condenado - como excesso de velocidade e condução imprudente - já prescreveram.

A polícia garante que "está a usar todos os meios para resolver este caso", como disse esta segunda-feira o porta-voz Krissana Pattanacharoen.

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