França: mísseis norte-coreanos podem chegar à Europa antes do esperado

Ministra de Defesa francesa alerta que não é possível descartar cenário de um conflito de grandes proporções

A ministra da Defesa francesa avisou esta terça-feira que a Coreia do Norte poderá desenvolver mísseis balísticos que atinjam a Europa antes do esperado. "O cenário de uma escalada em direção a um conflito de grandes proporções não pode ser descartado", disse Florence Parly, num discurso aos militares franceses em Toulon.

"A Europa arrisca-se a estar ao alcance dos mísseis de Kim Jong-un antes do esperado", sublinhou. Na mesma ocasião, Parly anunciou que a França vai passar a ter 'drones' armados, juntando-se a um clube restrito de países como os Estados Unidos, Israel, o Reino Unido e a Itália. A médio prazo, o futuro 'drone' europeu que estamos a estudar em cooperação com a Alemanha, a Itália e Espanha será igualmente dotado de armamento", acrescentou a ministra.

As declarações da ministra francesa chegam a público horas depois de o presidente russo, Vladimir Putin, ter defendido que a aplicação de novas sanções contra Pyongyang será "inútil e ineficaz", prevendo uma "histeria militar" que pode levar a uma "catástrofe planetária".

"A Rússia condena estes exercícios" da Coreia do Norte, que reivindicou no domingo o teste bem-sucedido de uma bomba H, "mas o recurso a seja que sanções forem é, neste caso, inútil e ineficaz", afirmou Putin, à margem de uma cimeira dos países BRICS.

Também esta terça-feira, Angela Merkel defendeu que a Europa deve fazer-se ouvir sobre o programa nuclear norte-coreano, após o sexto ensaio atómico de Pyongyang, e insistiu que a solução só pode ser "diplomática e pacífica".

"A Europa tem uma voz importante neste mundo e nesta situação deve empregá-la", disse Merkel na sua intervenção na última sessão da legislatura no Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão, antes das eleições gerais de 24 de setembro.

O governo alemão informou na segunda-feira que a chanceler e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defenderam numa conversa telefónica que o Conselho de Segurança da ONU deve acordar com urgência sanções novas e mais severas contra a Coreia do Norte após o último ensaio nuclear.

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas pediu na segunda-feira que o Conselho de Segurança da ONU adotasse "as medidas mais fortes que for possível" para responder à Coreia do Norte. Nikki Haley acrescentou ainda que o líder norte-coreano está a "implorar por uma guerra" e que "a paciência dos EUA tem limites". "Apesar dos nossos esforços, o programa nuclear da Coreia do Norte está mais avançado e perigoso do que nunca", sublinhou.

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